<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497</id><updated>2011-07-30T06:56:47.790-07:00</updated><title type='text'>Professor Ronaldo</title><subtitle type='html'>Este é um espaço reservado a todo e qualquer pensamento, opinião, posicionamento que faça refletir, agir, sentir, indignar-se, solidarizar-se além de ser usado como ferramenta para minhas atividades docentes. Não aceito postagens anônimas, ofensivas ou preconceituosas. Política, educação, comunicação, direitos humanos, sustentabilidade e comportamento são temas predominantes.
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ronaldo.mathias@yahoo.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-368263858090073765</id><published>2010-11-01T05:59:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T06:04:05.383-07:00</updated><title type='text'>COP-10: Países aprovam pacote de metas para preservar a biodiversidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TM66fPraXLI/AAAAAAAAAH0/ko5s_0kE3VU/s1600/cop10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 109px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TM66fPraXLI/AAAAAAAAAH0/ko5s_0kE3VU/s320/cop10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534566038032243890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Brasil é protgonista na defesa da Biodiversidade&lt;br /&gt;O pacote inclui um Plano Estratégico de 20 metas para 2020 e mecanismos de financiamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diplomatas e ministros de 193 países aprovaram nesta sexta-feira, 29, um pacote internacional de medidas para promoção da conservação e do uso sustentável da biodiversidade global. O pacote inclui um Plano Estratégico de 20 metas para 2020, um mecanismo internacional de financiamento para apoiar o cumprimento dessas metas, e um protocolo de regras para acesso e repartição de benefícios relacionados ao uso de recursos genéticos de animais, plantas e micro-organismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprovação ocorreu na décima Conferência das Partes (COP 10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em Nagoya, no Japão, após duas semanas de tensas negociações. Reportagem de Herton Escobar, enviado espacial a Nagoya, em O Estado de S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A plenária final do encontro, na qual as decisões têm de ser adotadas por consenso, estava marcada para terminar às 18h da sexta-feira (horário do Japão), mas só terminou às 3h da madrugada de sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprovação do pacote foi tensa e imprevisível. Em vários momentos houve dúvidas se as propostas seriam de fato aprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as metas adotadas, estão a proteção de pelo menos 17% dos ecossistemas terrestres e de água doce, e 10% dos ecossistemas marinhos e costeiros do planeta. A perda de hábitats– com uma menção específica às florestas — deverá ser reduzida em pelo menos 50%, podendo chegar a quase 100% “onde for possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários países, em especial a Bolívia e a Venezuela, disseram não concordar com os textos e exigiram que seu descontentamento fosse registrado nas atas da conferência, mas acabaram por ceder a aceitar a aprovação dos documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, que foi uma das figuras principais nas negociações, saiu satisfeito da plenária. “Não é exatamente o que nós gostaríamos, mas numa negociação multilateral como essa é preciso ser flexível e pragmático. Foi uma vitória”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo dá a países ‘direito autoral’ sobre patrimônio genético da biodiversidade&lt;br /&gt;Lucro de remédios criados a partir de plantas e animais terá de ser repartido com país de origem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) acaba de aprovar uma regulamentação internacional sobre o uso de recursos genéticos da biodiversidade. O Protocolo de Nagoya, como será chamado, determina regras básicas para o acesso e a repartição de benefícios (ABS, na sigla em inglês) oriundos da utilização desse recursos, com o intuito de coibir a chamada “biopirataria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo determina que cada país tem soberania — “direitos autorais”, por assim dizer — sobre os recursos genéticos de sua biodiversidade e que o acesso a esses recursos só pode ser feito com o consentimento do país, obedecendo à sua legislação nacional sobre o assunto. Caso um produto seja desenvolvido com base nesse acesso, os lucros (“benefícios”) deverão ser obrigatoriamente compartilhados com o país de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: se uma empresa estrangeira tiver interesse em pesquisar os efeitos terapêuticos de uma planta brasileira, ela terá de pedir autorização ao Brasil para fazer a pesquisa. Caso um produto comercial seja desenvolvido com base nesse estudo, os lucros da comercialização deverão ser compartilhados com o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: caso haja um histórico de conhecimento tradicional associado ao uso medicinal da planta, os lucros deverão ser compartilhados também com os detentores desse conhecimento — por exemplo, alguma tribo indígena ou comunidade ribeirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protocolo foi aprovado na plenária final da décima Conferência das Partes (COP 10) da CDB, em Nagoya, no Japão, com a participação dos 193 países signatários da convenção. O acordo não tem força de lei, mas cria uma obrigação política por parte dos governo de obedecer às regras e fornece uma referência compartilhada para a elaboração de políticas nacionais sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A COP 10 também aprovou um Plano Estratégico com 20 metas de conservação da biodiversidade global, que deverão ser cumpridas até 2020. Elas incluem a proteção de pelo menos 17% dos ecossistemas terrestres e de água doce, e 10% dos ecossistemas marinhos e costeiros do planeta. A perda de hábitats– com uma menção específica às florestas — deverá ser reduzida em pelo menos 50%, podendo chegar a quase 100% “onde for possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil foi uma das nações mais influentes nas negociações e ficou satisfeito com a versão final do protocolo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-368263858090073765?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/368263858090073765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/11/cop-10-paises-aprovam-pacote-de-metas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/368263858090073765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/368263858090073765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/11/cop-10-paises-aprovam-pacote-de-metas.html' title='COP-10: Países aprovam pacote de metas para preservar a biodiversidade'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TM66fPraXLI/AAAAAAAAAH0/ko5s_0kE3VU/s72-c/cop10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-5836859926690401578</id><published>2010-09-11T15:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T15:34:17.019-07:00</updated><title type='text'>Por uma vida sustentável</title><content type='html'>Somos cidadãos de diferentes nações e simultaneamente cidadãos de um mundo em que o global e o local se interligam.&lt;br /&gt;In Preâmbulo da Carta da Terra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enough for everyone, forever”, O suficiente para todos e para sempre. Com este propósito é que o tema da sustentabilidade tem chegado a todos nós e nos obrigado a repensar nossas atitudes cotidianas. Pensar a sustentabilidade implica incorporar a idéia de integridade ecológica, respeito pela comunidade, justiça social e econômica, valorização da democracia e não à violência e sim à paz.&lt;br /&gt;No âmbito ambiental, a exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para se compreender a sustentabilidade. O Brasil tem uma das maiores reservas de recursos naturais do planeta. Porém, esses recursos são, por natureza, finitos e, portanto, devem ser geridos de forma estratégica.&lt;br /&gt;No entanto, para pensar a sustentabilidade temos que ampliar o seu sentido para as além das questões ambientais. É preciso antes entender que o desenvolvimento sustentável se encontra com o respeito ao meio ambiente, a qualidade na saúde e na educação, ao planejado crescimento econômico, a política comprometida com o interesse comum, tornando-o sustentável para as atuais e futuras gerações. “Um jeito em que o consumo seja responsável, a inclusão social e o equilíbrio ambiental não sejam discursos da moda, mas práticas e metas. É possível sim construir sem destruir, consumir sem ser consumido.” Marina Silva&lt;br /&gt;O Partido Verde acredita nessa idéia e trabalha para a reconstrução, no presente, de um futuro onde a valorização do meio ambiente, da cultura, das relações sociais, da justiça, das práticas econômicas, da solidariedade e do respeito ao outro sejam as principais fontes de promoção da paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-5836859926690401578?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/5836859926690401578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/09/por-uma-vida-sustentavel_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5836859926690401578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5836859926690401578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/09/por-uma-vida-sustentavel_11.html' title='Por uma vida sustentável'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4506569848855208158</id><published>2010-08-30T04:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T05:02:52.453-07:00</updated><title type='text'>Lixo, problema de quem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/THude7DC8II/AAAAAAAAAHU/075_She4w_A/s1600/conteiner+de+lixo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/THude7DC8II/AAAAAAAAAHU/075_She4w_A/s320/conteiner+de+lixo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511171723590037634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tráfico de lixo - Por Roosevelt Santos Paiva,Diário da Manhã&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que lucrativo seja só o tráfico internacional de drogas, armas e pessoas. Um nicho de “mercado sujo” que cresce de 40 a 50% ao ano, é o tráfico internacional de lixo. De acordo com fontes da ONU, só as organizações criminosas européias lucraram no ano de 2003 mais de 15 bilhões de euros com a exportação das mais diversas espécies de resíduos, tóxicos ou não. Este mercado sujo que trabalha sem maiores formalidades e sem temor algum das autoridades internacionais, funciona com os países ricos e industrializados exportando seu lixo para os países pobres e em desenvolvimento. Com isso, não precisam investir em tecnologias de armazenamento, tratamento e reciclagem de materiais. Estima-se que os países ricos exportem para os pobres cerca de 300 milhões de toneladas de lixo ao ano. Recentemente, o Greenpeace denunciou alguns países da Europa por enviarem 100.000 toneladas de lixo tóxico para a Índia. A ONU denunciou a Espanha por descarregar 18 navios lotados de lixo químico na Argélia. Denúncias dão conta de que os EUA enviaram 20 milhões de computadores inutilizados para a China. E em meados de 2009, o Reino Unido enviou quase 2.000 toneladas de lixo para o Brasil. Felizmente, no nosso caso as autoridades brasileiras conseguiram apreender o carregamento e enviá-lo de volta. Quantos outros contêineres de lixo não desembarcaram em nossos portos, à revelia das nossas autoridades? Muitas vezes, os criminosos mascaram estas exportações de lixo, dando a entender que tratam-se de materiais destinados à reciclagem, o que seria bom para a economia local. Potentes organizações internacionais contratam “testas de ferro” nos países pobres, os quais de um dia para outro abrem empresas de importação de materiais ditos recicláveis e com isso lavam o dinheiro sujo do tráfico.  Aquele episódio envolvendo Brasil e Reino Unido deu-se desta maneira. Extremamente necessário que este assunto passe a fazer parte integrante dos encontros nacionais e internacionais sobre meio ambiente, economia e desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo. A Convenção de Basiléia (The Basel Convention on the Control of Transboundary Movements of Hazardous Wastes and their Disposal) é um tratado internacional firmado em 1989 que tem como objetivo fiscalizar o tráfico de lixo eletrônico no mundo. O transporte de lixo é uma preocupação desde os anos 80, quando se teve o boom dos eletro-eletrônicos, e o envio desse tipo de resíduo para países em desenvolvimento, principalmente para países asiáticos sem mão-de-obra especializada ou programas adequados de reciclagem. Os EUA não ratificaram a Convenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4506569848855208158?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4506569848855208158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/lixo-problema-de-quem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4506569848855208158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4506569848855208158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/lixo-problema-de-quem.html' title='Lixo, problema de quem?'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/THude7DC8II/AAAAAAAAAHU/075_She4w_A/s72-c/conteiner+de+lixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-544870749145206190</id><published>2010-08-10T10:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T10:48:42.220-07:00</updated><title type='text'>Polêmico, o uso de animais em pesquisas científicas é bastante debatido</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TGGPdJueh6I/AAAAAAAAAHM/mk8ETAVygmI/s1600/aves.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TGGPdJueh6I/AAAAAAAAAHM/mk8ETAVygmI/s320/aves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503837950613292962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de animais em laboratório para pesquisas está longe de terminar. Seja pela falta de alternativas viáveis, apontada pelos defensores da prática, ou por uma falta de vontade, como alegam os opositores, os bichos ainda são necessários para o desenvolvimento do conhecimento e para testar produtos a serem utilizados por humanos. &lt;br /&gt;A discussão sobre os limites éticos desse uso voltou à tona na semana passada, quando o Nobel de Medicina foi concedido aos cientistas Mario Capecchi, Oliver Smithies e Martin J. Evans. &lt;br /&gt;Eles receberam o prêmio pela criação de uma técnica que permite simular em camundongos algumas doenças, de modo a identificar o efeito de certos genes sobre a saúde humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dados sobre o número de animais utilizados em estudos no Brasil. Nos Estados Unidos, em que a produção científica é mais intensa, de 17 milhões a 23 milhões de cobaias são utilizadas todos os anos, conforme dados do governo norte-americano. &lt;br /&gt;Nos países da UE (União Européia), esse número fica em torno de 10 milhões anuais. &lt;br /&gt;A maioria desses animais são camundongos, ratos, coelhos. Os porquinhos-da-índia também são bastante utilizados --tanto que a palavra cobaia é sinônimo desta espécie. &lt;br /&gt;Esses animais são empregados tanto em pesquisas científicas e no ensino de universidades, quanto em testes de produtos, como cosméticos e remédios. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ego &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo na comunidade científica, há quem seja contra a prática. É o caso da médica cardiologista Odete Magalhães, professora da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. &lt;br /&gt;Segundo ela, grande parte das pesquisas é realizada para massagear o ego de cientistas --que precisam "aparecer" com novas descobertas-- ou as necessidades dos grandes laboratórios. O bem estar da população, e dos animais, ficaria em segundo plano. &lt;br /&gt;"As pesquisas andam por um caminho próprio, que muitas vezes não está relacionado às necessidades da população. É apenas conhecimento pelo conhecimento", diz a professora. Ela complementa: "Não é ético matar um ser vivo em benefício de outra população. Não fazemos isso com nossos próprios pares [os humanos]". &lt;br /&gt;Entretanto, grande parte dos cientistas reafirma a importância desse tipo de experiência para o desenvolvimento de métodos de cura para o homem. &lt;br /&gt;Markus, da SBFTE: "Homem é vencedor sobre a natureza"&lt;br /&gt;"É uma técnica importantíssima, pois abre portas para o futuro. Provavelmente vai haver um dia em que nós poderemos desligar os genes que causam algumas doenças. Não há dúvida que [a descoberta dos vencedores do Nobel] gera ganhos", afirma Regina P. Markus, presidente da SBFTE (Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental). &lt;br /&gt;Questionada sobre a hipótese de os cientistas agirem de forma antiética ao considerar as cobaias um meio para o conhecimento humano, Markus é taxativa: "O homem não é inferior nem superior. Mas é vencedor sobre a natureza, disso você não tenha dúvida". &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Legislação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Markus ressalta, contudo, que é extremamente necessário estabelecer regras claras para esse uso, coisa que o Brasil ainda não tem de forma oficial. Isso porque não há uma lei federal específica que regulamente o uso de animais de laboratório. &lt;br /&gt;Um projeto de lei sobre o assunto tramita há 12 anos na Câmara dos Deputados, sem nunca ter entrado em votação. &lt;br /&gt;Com isso, a função de estabelecer parâmetros para a prática fica a cargo das comissões de ética de universidades e instituições de pesquisa. Caso esses órgãos não tenham sido instituídos, as decisões cabem a cada cientista individualmente. &lt;br /&gt;Isso faz com que os conceitos sobre o tema sejam vagos, ainda que eles existam. O Cobea (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal) é uma das instituições que estabelece as regras e limites para o uso dos bichos para pesquisas. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dor &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre as normas estabelecidas pela instituição está a aplicação de analgésicos ou anestesias que aliviem o desconforto das cobaias durante o procedimento. Elas também devem crescer e se desenvolver em ambientes seguros, limpos, com temperatura e umidade adequadas. &lt;br /&gt;Esses preceitos não servem apenas para conferir dignidade ao animal, mas também para garantir a exatidão da pesquisa. "A dor ou o estresse podem afetar o experimento. É preciso evitar isso para que os resultados sejam precisos", explica Marcel Frajblat, presidente do Cobea. &lt;br /&gt;Apesar dos cuidados, ele admite que, em alguns casos, é impossível evitar que os animais sofram. Isso ocorre, por exemplo, em testes de cicatrização ou em procedimentos em que haja a necessidade de simular enfartos para analisar o processo de recuperação cardíaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso os bichos sofram danos muito sérios durante as experiências, a instituição recomenda que eles sejam sacrificados por métodos indolores. &lt;br /&gt;Segundo Frajblat, é também essencial que sejam feitos cálculos antes do início da pesquisa, para que se possa utilizar o menor número de bichos possível. "Tem que colocar na balança e avaliar os benefícios que aquele experimento pode trazer para a ciência e os possíveis danos causados aos animais", afirma. &lt;br /&gt;Deve-se analisar também a existência de métodos alternativos para a pesquisa. Entre os mais utilizados estão as experiências in vitro, em que os cientistas aplicam certas substâncias apenas sobre células, e não nas cobaias, e analisam os resultados. &lt;br /&gt;Há também alternativas para a realização de testes de produtos, principalmente no setor de cosméticos. De acordo com o presidente do Cobea, há inclusive fabricantes de filtro solar que estão testando o produto diretamente em voluntários humanos. &lt;br /&gt;No setor de ensino já há uma redução considerável no número de cobaias utilizadas, que estão sendo trocadas por softwares que simulam situações de dissecação e processos cirúrgicos, por exemplo. &lt;br /&gt;Texto extraído do Folha online:&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u336868.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-544870749145206190?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/544870749145206190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/polemico-uso-de-animais-como-cobaias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/544870749145206190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/544870749145206190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/polemico-uso-de-animais-como-cobaias.html' title='Polêmico, o uso de animais em pesquisas científicas é bastante debatido'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TGGPdJueh6I/AAAAAAAAAHM/mk8ETAVygmI/s72-c/aves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-2778736707231212050</id><published>2010-08-08T07:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T07:39:32.143-07:00</updated><title type='text'>Violência contra mulher - Ronaldo Mathias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TF69wNjqbII/AAAAAAAAAG8/mltxvnFXf0M/s1600/mulher.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 157px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TF69wNjqbII/AAAAAAAAAG8/mltxvnFXf0M/s320/mulher.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503044430663937154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A violência contra mulher é antiqüíssima. Data da era do ouro da humanidade. Com o mundo moderno e a criação do Estado de Direito essa questão mudou de estatuto, uma vez que a lei humana se interpôs como marco regulador de uma vida menos excludente, perigosa e violenta. Foi no século 20 que de fato a luta contra a legitimação da violência contra mulher ganhou força. Mais do que exigir direitos iguais, pois isso poderia apresentar algumas ciladas para elas próprias, as mulheres têm buscado, muitas vezes sozinhas, que sua dignidade seja respeitada e em consequência seus direitos afirmados e garantidos, tanto no plano formal quanto no material&lt;br /&gt;Em função da exclusão da mulher na construção legal do Direito Internacional dos Direitos Humanos, em 1948, tornou-se necessária a Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, que foi aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 1979, mas só entrou em vigor a partir de 1981. Até dezembro de 2009, 186 Estados membros da ONU haviam ratificado a Convenção. O Brasil ratificou em 1984.&lt;br /&gt;As situações mais chocantes de desrespeito a Convenção referem-se, em grande maioria, às mulheres africanas, mas também se estendem a alguns Estados da Ásia, Oriente Médio e comunidades na América do Norte e do Sul e Europa. A Nigéria, por exemplo, está no topo dos Estados que ainda realizam mutilação dos genitais femininos. A alegação dos Estados para a realização de tal ato é a questão cultural. As conseqüências vão muito além de a mulher não sentir prazer. Hemorragias, cistites, infecções urinárias e problemas de fertilidade são alguns exemplos de problemas que essa prática pode causar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre 100 e 140 milhões meninas e mulheres convivem com os estragos feitos pela mutilação, cerca de 92 milhões são meninas com idade inferior a 10 anos.&lt;br /&gt;No Brasil a violência doméstica e sexual contra mulheres são as principais formas de violação dos direitos humanos – direito a vida, à saúde e à integridade física. Em 2007, foi criado o Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, uma ação em parceria do governo federal, governo dos estados e dos municípios, cujo objetivo principal é reduzir os índices de violência contra as mulheres, porém o Pacto ainda não alcançou resulstados.&lt;br /&gt;Em 2008, apenas 17 estados brasileiros haviam aderido ao pacto que é composto por quatro eixos principais: Implementação da Lei Maria da Penha e Fortalecimento dos Serviços Especializados de Atendimento; Proteção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e Enfrentamento da Feminização da Aids; Combate à Exploração Sexual de Meninas e Adolescentes e ao Tráfico de Mulheres; Promoção dos Direitos Humanos das Mulheres em Situação de Prisão. &lt;br /&gt;Podemos dizer que a luta para exterminar todas as formas de violência contra a mulher será mais eficaz quando todas as instituições trabalharem para isso tais como escolas, partidos políticos, empresas, governos, igrejas, clubes, midia etc. O reconhecimento e a denúncia da violência são os primeiros passos para sua eliminação bem como sua punição. Uma violência que nem sempre é física e cresce sorrateira nos lares familiares, nas salas de aula, nas manifestações artísticas, nas relações empregatícias e em tantos outros lugares. Assim, enquanto evitamos por tabu, por medo, por conivência e por cinismo debater as causas da discriminação e da violência contra a mulher, a democracia segue tranquila sob a benção de todos, ou de quase todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-2778736707231212050?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/2778736707231212050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/violencia-contra-mulher-ronaldo-mathias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2778736707231212050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2778736707231212050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/08/violencia-contra-mulher-ronaldo-mathias.html' title='Violência contra mulher - Ronaldo Mathias'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TF69wNjqbII/AAAAAAAAAG8/mltxvnFXf0M/s72-c/mulher.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-708511045592094696</id><published>2010-07-19T19:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T19:30:07.310-07:00</updated><title type='text'>Codigo Florestal, que tipo de revisão?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TEUKJbMLAdI/AAAAAAAAAG0/wT3yogeJ2uY/s1600/floresta.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TEUKJbMLAdI/AAAAAAAAAG0/wT3yogeJ2uY/s320/floresta.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495810077309469138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.&lt;br /&gt;Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres. Em qualquer espaço do território amazônico, que vem sendo estabelecidas glebas com desmate de até 80%,haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas inter-propriedades estreitas e mal preservadas. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, inter-glebas ficarão à mercê de corte de arvores dotadas de madeiras nobres. E além disso, a biodiversidade animal certamente será profundamente afetada.&lt;br /&gt;Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondente às florestas ditas preservadas. &lt;br /&gt;E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente.&lt;br /&gt;AZIZ NACIB AB'SABER, geógrafo, é professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-708511045592094696?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/708511045592094696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/07/codigo-florestal-que-tipo-de-revisao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/708511045592094696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/708511045592094696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/07/codigo-florestal-que-tipo-de-revisao.html' title='Codigo Florestal, que tipo de revisão?'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TEUKJbMLAdI/AAAAAAAAAG0/wT3yogeJ2uY/s72-c/floresta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-6519308527928091832</id><published>2010-07-04T16:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T17:33:35.602-07:00</updated><title type='text'>O Ideb e os filhos dos governantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TDEkyGKE7sI/AAAAAAAAAGY/tvPLtRlRr9o/s1600/qualidade_ensino.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TDEkyGKE7sI/AAAAAAAAAGY/tvPLtRlRr9o/s320/qualidade_ensino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490209863806283458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Números do Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, recém divulgados pelo MEC e Instituto Anísio Teixeira mais uma vez foi motivo de especulação, blábláblá midiático e superficialidade do Governo. Se por um lado a nota média (entre zero e dez) passou de 4,2 para 4,6 entre 2008 e 2009, atingindo uma meta que se previa alcançar em 2011, podemos dizer que houve sim avanços, pelo menos matemático. Mas não podemos comemorar pelo fato de este número ainda representar um baixíssimo patamar em comparação com outros países. O pior de tudo ainda é que questões como o uso das tecnologias digitais na escola sequer são colocadas, tendo em vista o atraso somado ao descaso que os governos, dos três níveis, têm tratado o assunto.  Diante disso cabe perguntar aos governantes do executivo e do legislativo não apenas suas propostas sobre educação, mas como e quando vão resolvê-las. Um compromisso que pode ser cumprido com determinação, honestidade e, quem sabe, proibindo os filhos dos governantes eleitos de estudarem na rede de ensino particular durante toda a educação básica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-6519308527928091832?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/6519308527928091832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/07/ideb-e-os-filhos-dos-governantes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6519308527928091832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6519308527928091832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/07/ideb-e-os-filhos-dos-governantes.html' title='O Ideb e os filhos dos governantes'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TDEkyGKE7sI/AAAAAAAAAGY/tvPLtRlRr9o/s72-c/qualidade_ensino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-3936948167908344688</id><published>2010-06-29T13:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T13:12:37.153-07:00</updated><title type='text'>Cadeia Completa - Ideia Sustentável</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TCpTfbiASwI/AAAAAAAAAGQ/bo7kAC9qCjc/s1600/gestao+de+carbono.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TCpTfbiASwI/AAAAAAAAAGQ/bo7kAC9qCjc/s320/gestao+de+carbono.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488290895335803650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Empresas globais passam a exigir gerenciamento das emissões de carbono dos fornecedores&lt;br /&gt;Grandes empresas de todo o mundo estão mais comprometidas a questionar os programas de gerenciamento de emissões de gases do efeito estufa promovidos por seus fornecedores, com o intuito de manter relações mais sustentáveis. De acordo com o Carbon Disclosure Project (CDP), 6% das líderes de mercado já descartam fornecedores que não gerenciam suas emissões; 56% comprometem-se a administrar o gerenciamento das emissões de gases de efeito estufa em toda a sua cadeia produtiva no futuro.&lt;br /&gt;Essa é uma das constatações do CDP Supply Chain Report, produzido pela A.T. Kearney, que traz de 710 fornecedores. Eles foram convidados a relatar as emissões de gases do efeito estufa, as metas de redução, governança e avaliação dos riscos e oportunidades associados à mudança climática. As empresas participantes dessa iniciativa, que incluem marcas globais, como Dell, Juniper Networks, National Grid, PepsiCo e Reckitt Benckiser, estão requisitando de seus fornecedores a divulgação de dados através do programa CDP Supply Chain. Embora este relatório demonstre uma melhora significativa do nível de práticas realizadas, se comparados aos dados do último ano, os fornecedores ainda têm um caminho longo pela frente.&lt;br /&gt;Leia a notícia completa no link abaixo:&lt;br /&gt;http://www.ideiasocioambiental.com.br/pagina.php?s=40&amp;t=3&amp;id=560&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-3936948167908344688?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/3936948167908344688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/cadeia-completa-por-ana-carolina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3936948167908344688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3936948167908344688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/cadeia-completa-por-ana-carolina.html' title='Cadeia Completa - Ideia Sustentável'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TCpTfbiASwI/AAAAAAAAAGQ/bo7kAC9qCjc/s72-c/gestao+de+carbono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-922665049464421925</id><published>2010-06-26T16:44:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T16:45:14.881-07:00</updated><title type='text'>Programa de TV - Partido Verde 2010</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sMzlKOwz3y4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sMzlKOwz3y4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-922665049464421925?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/922665049464421925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/programa-de-tv-partido-verde-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/922665049464421925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/922665049464421925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/programa-de-tv-partido-verde-2010.html' title='Programa de TV - Partido Verde 2010'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-1645469531020773029</id><published>2010-06-26T16:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T16:29:13.158-07:00</updated><title type='text'>Em tempo de Nava - Encontro Marcado, com Fernando Sabino</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hzPL6AVLglY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hzPL6AVLglY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-1645469531020773029?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/1645469531020773029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/em-tempo-de-nava-encontro-marcado-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1645469531020773029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1645469531020773029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/em-tempo-de-nava-encontro-marcado-com.html' title='Em tempo de Nava - Encontro Marcado, com Fernando Sabino'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-5349303930530956959</id><published>2010-06-24T17:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T15:57:47.838-07:00</updated><title type='text'>10 motivos para estar na Política - Ronaldo Mathias</title><content type='html'>1. Porque o de cima sempre sobe e o debaixo sempre desce&lt;br /&gt;2. Porque todo dia eles fazem tudo sempre igual...&lt;br /&gt;3. Porque a cobra acha o sapo muito interessante!&lt;br /&gt;4. Porque o tempo não pára...mas a vida sim!&lt;br /&gt;5. Porque senão o que será que será...&lt;br /&gt;6. Porque me chamam de louco mas os bons fazem bombas...&lt;br /&gt;7. Porque somos tão jovens&lt;br /&gt;8. Porque quem não tem colírio usa óculos escuros&lt;br /&gt;9. Porque meus heróis morreram de overdose e meus inimigos estão no poder (!)&lt;br /&gt;10. Porque os fins não justificam os meios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-5349303930530956959?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/5349303930530956959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/10-motivos-pra-estar-na-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5349303930530956959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5349303930530956959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/10-motivos-pra-estar-na-politica.html' title='10 motivos para estar na Política - Ronaldo Mathias'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-9098857585482547037</id><published>2010-06-20T15:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T15:19:17.349-07:00</updated><title type='text'>Cidades sustentáveis</title><content type='html'>A Agenda Habitat para Municípios, documento oriundo da Agenda Habitat II, afirma que há um senso de grande oportunidade e esperança de que pode ser construído um novo mundo. Neste mundo, no qual o desenvolvimento econômico e social e a proteção ambiental, como componentes do desenvolvimento sustentável interdependentes e que se reforçam mutuamente, podem ser realizados por meio da solidariedade e cooperação dentro e entre países através de parcerias eficazes em todos os níveis.&lt;br /&gt;A Agenda Habitat é o documento aprovado por consenso pelos países participantes Segunda Conferência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos - Habitat II, realizada na cidade de Istambul, Turquia, em 1996. Os países se comprometeram a implementar, monitorar e avaliar os resultados do seu Plano Global de Ação.  Na Conferencia Habitat II também foi redigida e aprovada a Declaração de Istambul - uma manifestação de natureza política assinada pelos Chefes de Estado.&lt;br /&gt;Em 2003 o IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal – com o apoio financeiro da CAIXA e parceria com UN-HABITAT elaborou a Agenda Habitat para Municípios.  A Agenda Habitat foi desenvolvida  para facilitar a leitura e entendimento aos dirigentes e técnicos municipais e mostrar-lhes como podem, no âmbito de suas jurisdições e no cumprimento de suas competências constitucionais, compartilhar, com os demais entes da Federação e com a sociedade, os compromissos internacionais assumidos pelo Governo Brasileiro.&lt;br /&gt;Esses documentos apresentam que a gestão integrada dos municípios é capaz de criar cidades sustentáveis se tiver como objetivos:&lt;br /&gt;1) buscar equilíbrio dinâmico entre uma determinada população e a sua base ecológico-territorial,diminuindo significativamente a pressão sobre os recursos disponíveis;&lt;br /&gt;2) ampliar a responsabilidade ecológica, aumentando a capacidade dos atores sociais de identificar as relações de interdependência entre os fenômenos e aceitar o princípio da co-responsabilidade de países, grupos e comunidades na gestão dos recursos e dos ecossistemas compartilhados como o ar, oceanos, florestas e bacias hidrográficas;&lt;br /&gt;3) buscar a eficiência energética, implicando redução significativa nos níveis de consumo atual, sobretudo dos combustíveis fósseis e busca de fontes energéticas renováveis;&lt;br /&gt;4) desenvolver e utilizar tecnologias ambientalmente adequadas, alterando progressiva e significativamente os padrões atuais do setor produtivo;&lt;br /&gt;5) alterar os padrões de consumo e diminuição significativa na produção de resíduos e uso de bens ou materiais não-recicláveis;&lt;br /&gt;6) recuperar  áreas degradadas e reposição do estoque dos recursos estratégicos (solo, água, cobertura vegetal);&lt;br /&gt;7) cuidar da biodiversidade existente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-9098857585482547037?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/9098857585482547037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/cidades-sustentaveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/9098857585482547037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/9098857585482547037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/cidades-sustentaveis.html' title='Cidades sustentáveis'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-8516227779799165517</id><published>2010-06-20T05:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T05:57:22.823-07:00</updated><title type='text'>O eleitor como agenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TB4QIOnU7OI/AAAAAAAAAGA/w2xL_PGsCa0/s1600/mainstream.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484839129731886306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TB4QIOnU7OI/AAAAAAAAAGA/w2xL_PGsCa0/s320/mainstream.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vésperas de mais uma corrida eleitoral somos inundados de pesquisas que apontam este ou aquele candidato com maior potencial de crescimento. Alguns analistas chegam inclusive a fazer afirmações, senão previsões ou premonições, tais como: candidato X tem grandes chances de vencer já no primeiro turno ou candidato Y herdará os votos do seu padrinho político.&lt;br /&gt;As pesquisas de intenção de voto também apontam os temas que os eleitores mais se preocupam como segurança, saúde, educação etc. Os temas e candidatos excluídos dos mainstream permanecem no jogo apenas para garantir a existência do jogo, nada mais. Mas o que essas pesquisas não dizem? E o que os analistas também não conjecturam? E o que os candidatos se recusam a falar?&lt;br /&gt;Essa talvez seja a chave para se compreender o pensamento, as emoções e as ações do votante. De outro modo, querem saber qual a agenda cotidiana do eleitor. A agenda midiático-eleitoral sabemos bem: vai ao encontro dos interesses (financeiros, morais, religiosos etc) dos candidatos incensados pelos donos dos poderes.&lt;br /&gt;Resta ao eleitor responder apenas em quem pretende votar ou mesmo o que ele acha sobre a situação do país hoje, ou que nota dá para o fulano ou beltrano. No muito, é questionado sobre a melhora ou piora dos serviços públicos de saúde ou as oportunidades de emprego, por exemplo.&lt;br /&gt;As pesquisas apresentam ao eleitor um conjunto de perguntas estruturadas de tal modo que se possa compreender seus desejos, suas escolhas e suas insatisfações. Trabalham para descobrir a agenda a ser apresentada ao votante, ou de outro modo, o que dizer ao eleitor e como dizer para que ele se fidelize a este ou àquele candidato.&lt;br /&gt;Numa simplificação, tentam desvendar seus desejos, canalizar sua atenção e apresentar o que pensar. De outro modo tentam pautar sua vontade. Desta forma a democracia transcorre calmamente e tranqüila para todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-8516227779799165517?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/8516227779799165517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/o-eleitor-como-agenda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/8516227779799165517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/8516227779799165517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/o-eleitor-como-agenda.html' title='O eleitor como agenda'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TB4QIOnU7OI/AAAAAAAAAGA/w2xL_PGsCa0/s72-c/mainstream.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-5475535600560608023</id><published>2010-06-15T12:42:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T09:38:40.428-07:00</updated><title type='text'>O sujeito é uma esfinge!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TBfYDnpJg6I/AAAAAAAAAF4/EVrwLq7OWZg/s1600/esfinge.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483088628039648162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TBfYDnpJg6I/AAAAAAAAAF4/EVrwLq7OWZg/s320/esfinge.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos movimentos ativistas por reconhecimento e nas pesquisas sobre comunicação de massa, cultura popular, indústria cultural, cotidiano e recepção a busca pelo sujeito da comunicação sempre aparece, direto ou indiretamente, ligados às práticas de consumo, às manifestações artísticas e culturais, como também à cidadania e aos movimentos sociais.&lt;br /&gt;Descobrir o sujeito da comunicação a partir da influência (manipulação?) dos meios de comunicação sobre as pessoas, os efeitos a curto ou a longo prazo da comunicação midiática bem como as resistências, as rejeições e as negociações ocorridas é o problema em destaque nas pesquisas comunicacionais, nas pesquisas de consumo, nas de audiência e nas eleitorais. Quem é esta esfinge chamada receptor?&lt;br /&gt;O cenário dessas pesquisas é a sociedade moderna, capitalista, urbana e industrializada. À medida que essa sociedade fordista e pós-fordista se fortalece em grandes centros urbanos e industriais, regida pela lógica do capitalismo e seu principal braço a democracia, surge a figura que se tornará cada vez mais central nas esferas da comunicação e da cultura, o consumidor. Toda a produção de conhecimento, saber e informações geradas começam a recobrir a realidade social e cultural das práticas de consumo que já irão aparecer como práticas econômicas e políticas e, posteriormente, como práticas de cidadania e comunicacionais.&lt;br /&gt;O consumo, mais do que uma relação de compra e venda de mercadorias, vai sendo concebido como espaço de negociação de modas, comportamentos e estilos de vida. Aos poucos, comprar deixa de significar apenas possuir bens materiais para a sobrevivência física e manutenção da vida. Ainda que participar do pleito eleitoral não seja mais do que votar a cada dois anos.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação tornam-se palco de produção e reflexão de outras necessidades – as espirituais e simbólicas – transformando a compra de mercadorias em posse de informação, imagens, fantasias e sonhos, tornando o consumidor alguém seguro e pertencente a um grupo.&lt;br /&gt;O consumo de uma ideia, de um valor, de um produto, de um serviço ou de um time de futebol ou também de um candidato aparece, então, como mediação necessária para se projetar e desenvolver políticas públicas como mecanismos de inclusão e fortalecimento da cidadania, principalmente, em sociedades democráticas com problemas de inclusão social.&lt;br /&gt;Se o consumo pode ser entendido como uma prática de pertencimento, ou de reconhecimento, um dispositivo (diria Foucault, 1984) ou, um elemento presente na esfera do mundo da vida (Habermas, 2004), sem dúvida, o termo não passou desapercebido nos estudos de comunicação.&lt;br /&gt;O grande problema hoje que se coloca é como pensar a relação e as práticas de consumo mediados pelos emergentes e dominantes meios de comunicação nem tão massivos, mas sempre abrangentes e cada vez mais patrocinados por redes sociais ainda indecifráveis.&lt;br /&gt;Hoje pesquisar comunicação social requer sair da dicotomia manipulação-influência e compreender que o sujeito da comunicação tem se apresentado na conjunção de fatores movidos por circunstâncias sociais seja a favor da democracia, seja a favor do capitalismo, seja, enfim, a favor de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-5475535600560608023?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/5475535600560608023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/o-sujeito-e-esfinge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5475535600560608023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5475535600560608023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/o-sujeito-e-esfinge.html' title='O sujeito é uma esfinge!'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TBfYDnpJg6I/AAAAAAAAAF4/EVrwLq7OWZg/s72-c/esfinge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-2567308126208875440</id><published>2010-06-06T17:54:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T04:17:07.272-07:00</updated><title type='text'>Refazer o futuro - Ronaldo Mathias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TAxE-Xp5etI/AAAAAAAAAFw/HakNo3cVFpA/s1600/Min_de_sabedoria-Construir_na_areia.jpg"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479830684895378130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TAxE-Xp5etI/AAAAAAAAAFw/HakNo3cVFpA/s320/Min_de_sabedoria-Construir_na_areia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt; &lt;strong&gt;"É preciso começar agora a refazer o futuro, sem isso o presente não passará de uma reprise poluída do passado."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;Há mais de três décadas a humanidade vem se atentando sobre questões ambientais. Não precisa de muita observação para saber o motivo da preocupação: todos os dias somos alarmados pela mídia sobre um desastre ambiental diferente do mais longínquo local do planeta aos limites da nossa vizinhança: aumento das temperaturas; extensões do planeta ficam a cada dia mais secas e os desertos se alastram; aumento do índice de chuvas passou a provocar graves enchentes; os oceanos aumentam gradativamente suas temperaturas e expandem seu volume pelas chuvas, inundando ilhas e litorais; tempestades violentas acontecem em locais inéditos; além de colheitas perdidas pelas chuvas fortes ou altas temperaturas etc. Tudo isso tem exigido dos Estados, das Empresas e da Sociedade uma mudança mais profunda na sua forma de se desenvolver, gerar riquezas e relacionar-se. Cientistas do mundo todo têm afirmado que o tempo da desperdício e da degradação é incompatível com o equilíbrio e a suportabilidade da vida no planeta. Nosso modelo de desenvolvimento caótico, excludente e intolerante está tornando a natureza esquizofrênica, sem capacidade de resiliência, ou seja, não consegue voltar às condições anteriores sem responder catastroficamente à avaria sofrida. Nunca, então, o Planeta tornou-se tão nosso, porque estamos lentamente nos conscientizando da responsabilidade que temos nas ações mais corriqueiras do cotidiano. Ações que nos obrigam também a repensar, por exemplo, o uso indiscriminado da água e da energia, o consumo atávico de bens duráveis e não reciclados entre centenas de outras pequenas mudanças de grande valor. Assim como o Estado e as Empresas têm a obrigação ética, legal e científica de se responsabilizar pela mudança de suas estratégias de governo e de governança, nós cidadãos, conectados pela vida ao Planeta Terra, também temos o dever, por um lado, de exigir das lideranças políticas, empresariais e comunitárias outra gestão dos bens naturais e, por outro lado, dever de inventar novas condutas no dia-a-dia que não sejam nocivas, excludentes insustentáveis. Sem essa mudança não vai adiantar ter esperança. É preciso começar agora a refazer o futuro, sem isso o presente não passará de uma reprise poluída do passado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-2567308126208875440?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/2567308126208875440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/refazer-o-futuro-ronaldo-mathias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2567308126208875440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2567308126208875440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/06/refazer-o-futuro-ronaldo-mathias.html' title='Refazer o futuro - Ronaldo Mathias'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/TAxE-Xp5etI/AAAAAAAAAFw/HakNo3cVFpA/s72-c/Min_de_sabedoria-Construir_na_areia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-8579645275702687689</id><published>2010-05-16T08:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T08:54:51.898-07:00</updated><title type='text'>Manual do bom conservador</title><content type='html'>Marcelo Coelho - Folha São Pualo, 28/04/2010&lt;br /&gt;COMECEI depressa a ler o livro, que é curto, mas perdi a coragem de continuar. Só depois de uma pausa consegui retomá-lo. Foi escrito por José de Alencar nos anos 1867-68 e nunca mais foi republicado. Reaparece agora em edição de bolso, à venda até em bancas de jornal. E devia ser leitura obrigatória no currículo do secundário, tal a sua capacidade de sintetizar a mentalidade brasileira no que tem de mais conservador, de mais atrasado, de mais duro. Trata-se das "Cartas a Favor da Escravidão" (editora Hedra), que o célebre romancista endereçou, sob pseudônimo, ao imperador dom Pedro 2º. É sempre fácil, sem dúvida, acusar de insensibilidade e falta de lucidez um texto escrito em outra época. Mas o que mais importa é ver de que modo o livro de José de Alencar expressa hábitos de pensamento que, até hoje, fazem parte do arsenal reacionário. Veja, por exemplo, a crítica de Alencar às pressões de países como Inglaterra e França para que acabasse a escravidão por aqui. Como assim?, pergunta Alencar. Que direito têm as potências estrangeiras de interferir num assunto brasileiro? Filantropia e indignação moral são expedientes hipócritas dos europeus. De resto, não temos culpa pela escravidão. "Não fomos nós, povos americanos, que importamos o negro da África para derrubar matas e laborar a terra; mas aqueles que hoje nos lançam o apodo e o estigma por causa do trabalho escravo." Alencar continua: "O filantropo europeu, entre a fumaça do bom tabaco de Havana e da taça do excelente café do Brasil, se enleva em suas utopias humanitárias (...) Em sua teoria, a bebida aromática, a especiaria, o açúcar e o delicioso tabaco são o sangue e a medula do escravo. Não obstante, ele os saboreia". É típico. Nossa inocência está sempre fora de dúvida. Não se pode exigir de um país tão "jovem" que assuma responsabilidade pelo que faz. O fim da escravidão, diz Alencar, virá a seu tempo. Ainda é cedo para querer isso no Brasil. "A raça africana tem apenas três séculos e meio de cativeiro. Qual foi a raça europeia que fez nesse prazo curto a sua educação?" Sim, porque a escravidão educa o negro. É nessa "escola de trabalho e sofrimento" que um povo "adquire a têmpera necessária para conquistar o seu direito e usar dele". Cabe considerar também, diz Alencar, que esse processo educativo é mais lento no Brasil do que, por exemplo, no norte dos Estados Unidos. Lá, graças ao espírito industrioso dos anglo-saxões, o negro rapidamente se transformou num "operário ao qual só faltava o espírito do lucro". Mas nós, brasileiros, somos diferentes. "A raça latina é sobretudo artística (...) Outros elementos, que não o cômodo e o útil, impelem o caráter ardente dessa família do gênero humano: ela aspira sobretudo ao belo e ao ideal." Como diz a ótima introdução do historiador Tâmis Parron, deve-se fazer uma justiça a José de Alencar: ele não compactua com as teses da época sobre a inferioridade racial dos negros. O problema, como sempre, é "de educação", "despreparo". Mantenha-se, portanto, a escravidão. Aliás, de que escravidão exatamente se está falando? "Um espírito de tolerância e generosidade, próprio do caráter brasileiro, desde muito transforma sensivelmente a instituição. Pode-se afirmar que não temos já a verdadeira escravidão, porém um simples usufruto da liberdade." As relações entre senhor e escravo "adoçaram" por aqui, diz Alencar, repetindo várias vezes o verbo que faria tanto sucesso na obra de Gilberto Freyre. Seja como for, o escravismo é uma "instituição". E "as instituições dos povos são coisa santa, digna de toda veneração. Nenhum utopista, seja ele um gênio, tem o direito de profaná-las". Senhores utopistas, fiquem avisados. O que se pretende, ilusoriamente, em nome do progresso, dos direitos humanos etc., contradiz a realidade social. Transformá-la, ainda mais tão cedo, é uma insensatez. Há de preferir-se a realidade, é claro. Desde que se esteja do lado certo do chicote.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-8579645275702687689?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/8579645275702687689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/manual-do-bom-conservador.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/8579645275702687689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/8579645275702687689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/manual-do-bom-conservador.html' title='Manual do bom conservador'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-7542768406639453849</id><published>2010-05-09T06:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T06:09:56.372-07:00</updated><title type='text'>Amor como Direito</title><content type='html'>Pietà&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S-azr4scMOI/AAAAAAAAAFY/RvqgltiyDHo/s1600/Pieta"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469256364022575330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S-azr4scMOI/AAAAAAAAAFY/RvqgltiyDHo/s320/Pieta" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, Miguel Ângelo, 1499&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algum filósofo disse que em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos. Não precisa de muito esforço para entender a frase. O amor como extensão genuína da maternidade materializa-se no filho. Poder amar o filho é um direito que não precisou ser inventado, mas teve que ser protegido. Não é para menos. No Brasil não existem dados oficiais nacionais que apontem o número de crianças desaparecidas. A Secretaria Especial de Direitos Humanos, desde 2002, constituiu uma rede nacional de identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos, com o objetivo de criar e articular serviços especializados de atendimento ao público bem como de coordenar um esforço coletivo e de âmbito nacional para busca e localização dos desaparecidos. A Associação Brasileira de Defesa de Crianças Desaparecidas (ABCD), Mães da Sé, fundada em1986, informa que existe uma média de 60 casos de desaparecimento de pessoas não registradas na capital paulista e 18mil todos os anos em São Paulo.&lt;br /&gt;Se o desaparecimento pode ocorrer por causa de conflitos domésticos, motivação familiar, como aponta o site, também há casos de desaparecimentos forçados sendo que agora a questão é política. Em 2006 a Organização das Nações Unidas aprovou a Convenção Internacional para a Proteção de Pessoas contra o Desaparecimento Forçado, que o Brasil ratificou ano passado. O artigo II considera desaparecimento forçado a privação da liberdade de uma ou mais pessoas, por qualquer forma, cometida por agentes do Estado ou por pessoas ou grupos de pessoas que atuem com a autorização, com o apoio ou com a anuência do Estado, seguida da falta de informação ou da negativa de se reconhecer dita privação da liberdade ou de se informar o paradeiro da pessoa, impedindo assim o exercício dos recursos legais e das garantias processuais pertinentes.&lt;br /&gt;Mais de 50 mil casos de desaparecimentos forçados ou involuntários já ocorreram desde 1980, segundo informações da própria ONU. O filme História Oficial, premiado com melhor Oscar de filme estrangeiro em 1986, do argentino Luiz Puenzo, aborda a questão com maestria sobre o drama das mães de desaparecidos políticos da Praça de Maio. O desaparecimento de um filho mergulha a mãe e toda a família num pesadelo infinito. O pleno direito deste amor deixa claro a afirmação que se tudo é incerto no mundo, o amor de mãe transforma essa angustia em esperança. Esperança de outro mundo possível e melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-7542768406639453849?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/7542768406639453849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/amor-como-direito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7542768406639453849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7542768406639453849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/amor-como-direito.html' title='Amor como Direito'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S-azr4scMOI/AAAAAAAAAFY/RvqgltiyDHo/s72-c/Pieta' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-129371689182685190</id><published>2010-05-04T08:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T05:58:57.300-07:00</updated><title type='text'>DOC - Raça Humana</title><content type='html'>Raça Humana&lt;br /&gt;Documentário revela bastidores das cotas raciais na UnBO país do orgulho da miscigenação, apregoado por Gilberto Freire e Darcy Ribeiro, se deparou há alguns anos com uma questão espinhosa: a adoção de cotas raciais nas universidades. Se falar de racismo no Brasil já era tabu, falar de cotas, então, se transformou num daqueles temas sobre os quais é melhor nem iniciar conversa. A menos que estejamos em um grupo onde todos são favoráveis ou todos contrários. Aí, sim, dá para desabafar os inconformismos, de um lado e de outro&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MAT&amp;amp;materia=100406&amp;amp;velocidade=56k&amp;amp;nomeArquivo=tvcaraçahumana20100303-001-wm.56.wmv"&gt;http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MAT&amp;amp;materia=100406&amp;amp;velocidade=56k&amp;amp;nomeArquivo=tvcaraçahumana20100303-001-wm.56.wmv&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-129371689182685190?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/129371689182685190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/doc-raca-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/129371689182685190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/129371689182685190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/05/doc-raca-humana.html' title='DOC - Raça Humana'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-1153874135453563267</id><published>2010-04-21T05:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T05:53:00.456-07:00</updated><title type='text'>Obama: negro por escolha</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S871ABF930I/AAAAAAAAAFQ/zPlHIoFp5gY/s1600/o-presidente-negro-031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462572778689257282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S871ABF930I/AAAAAAAAAFQ/zPlHIoFp5gY/s320/o-presidente-negro-031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O presidente negro?!&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O presidente Obama criou alguma agitação no início de abril, quando, ao preencher o formulário do Censo Demográfico, no item identidade racial, escreveu “Negro, Afro-americano ou Preto.”&lt;br /&gt;Apesar de ter mãe branca e de ter sido criado durante boa parte de sua vida por avós brancos, Obama optou por identificar-se exclusivamente como negro, ainda que o Censo admitisse várias respostas no quesito da identidade racial.&lt;br /&gt;A escolha desapontou os que lutaram para que povos multirraciais tivessem o direito de indicar, no Censo, toda sua complexa herança racial. E confundiu os que se surpreenderam por o presidente não ter reconhecido oficialmente sua herança branca. A escolha levou a uma enxurrada de matérias políticas que confirmavam que, sim, Obama é, sim, o primeiro presidente afro-americano dos EUA.&lt;br /&gt;Quando Obama preencheu seu formulário do Censo, deu mais uma lição, intensiva, embora não planejada, do que bem poderia ser um seminário sobre construção social das raças. Em apenas alguns poucos anos, décadas de formações multirraciais foram projetadas sobre ele à velocidade supersônica; mais ou menos como naqueles filmes nos quais se assiste ao crescimento de uma macieira, da semente à árvore adulta, em 30 segundos. Quando Hillary Clinton levava significativa vantagem no voto dos negros, a mídia perguntava regularmente se Obama seria “suficientemente negro” para merecer o apoio eleitoral dos afro-americanos. Quando o Reverendo Jeremiah Wright dominou as manchetes, a questão passou a ser se Obama não seria “negro demais” para merecer o apoio eleitoral dos brancos. Nos meses finais da campanha, os adversários de Obama tentaram convertê-lo em não-cidadão, além de muçulmano e terro rista.&lt;br /&gt;Em menos de dois anos, um mesmo corpo fora classificado como, desde insuficientemente negro até excessivamente negro – sempre estrangeiro e estranho, de algum modo; e sempre assustador.&lt;br /&gt;Mas Obama fez mais do que romper as definições-padrão de negritude: criou também uma crise definicional da branquitude.&lt;br /&gt;Imagine-se, por um instante, que um jovem norte-americano tenha caído num sono à Rip Van Winkle em 1960. E que acorde de repente, em 2008, para ver que os EUA vivem eleição presidencial histórica, entre um candidato negro e um candidato branco. Ouve dizer que um candidato é Democrata, formado em Direito na Universidade de Harvard, conferencista convidado da conservadora Faculdade de Direito de Chicago. Ouve dizer também que esse candidato permanece casado com a primeira esposa, que o casal tem duas filhas que estudam em escolas ultraexclusivas. O outro candidato, católico da Igreja Irlandesa, tem uma filha adolescente, solteira e grávida.&lt;br /&gt;Pergunte agora ao nosso recém-acordado norte-americano qual dos dois candidatos é negro e qual dos dois é branco. Lembre-se, ele só conta, como padrões de pensamento sobre raça e política, com o que se consideravam “idéias generalizadas na sociedade” em 1960. Naquele momento, número significativo de negros ainda se identificavam como Republicanos; formação universitária de Ivy League era signo identificatório de branquitude; e carreira militar era oportunidade que interessava mais aos negros que aos brancos. Aquele recém-acordado esperaria que só casamentos de brancos fossem estáveis; e que a imoralidade sexual seria marca do comportamento dos negros.&lt;br /&gt;É altamente provável que nosso recém-acordado concluísse que Obama fosse o candidato branco; e McCain, o negro.&lt;br /&gt;Ao expor todos esses traços da branquitude tradional, a candidatura de Obama abalou a ideia estabelecida do que seja “ser branco” nos EUA. De repente, ser branco já nada tem a ver com sucesso universitário, estabilidade familiar ou excelência no uso do idioma inglês. Talvez haja quem tente argumentar que as intervenções folclóricas de Sarah Palin foram tentativa desesperada para reivindicar e redefinir alguma branquitude, em termos de obsceno amor às armas, idioma inglês muito abaixo de ‘satisfatório’ ou, em outras palavras, o inverso de todos os marcadores do sucesso ‘branco’ tradicional e conservador.&lt;br /&gt;Nesse sentido, a branquitude de Obama é assustadora e estranha a todos que creiam que as categorias racialistas sejam estáveis, significativas e essenciais. Os que anseiam por EUA pós-raciais esperavam que Obama transcendesse a negritude. De fato, o verdadeiro desafio que Obama traz para a ordem racialista dos EUA é que ele rompe os critérios da branquitude – porque, antes de Obama, a branquitude definira a cidadania, garantira acesso aos privilégios e ao poder para definir a história nacional dos EUA.&lt;br /&gt;Em 1998, Toni Morrison escreveu que Bill Clinton seria o primeiro “presidente negro”, porque “exibe todos os tropos da negritude: filho de mãe solteira, nascido pobre, da classe trabalhadora, tocador de saxofone, comedor de comida-lixo do McDonald, um bom filho do Arkansas.” Dez anos depois, o homem que realmente se tornou o primeiro presidente negro dos EUA exibiria poucos desses tropos. Nada de Arkansas, mas o Havaí; sucesso acadêmico, cultura planetária, adepto do comer-saudável. Nesse sentido, Obama seria o candidato branco em 2008 – e muitos eleitores brancos votaram na versão Obama de branquitude, contra a versão McCain e Palin.&lt;br /&gt;O que nos leva de volta à decisão de Obama, ao preencher o formulário do Censo Demográfico. Apesar de poder legitimamente se dizer branco, optou por dizer-se negro.&lt;br /&gt;Como o historiador Nell Painter documenta em seu novo livro The History of White People, a identidade branca sempre foi duramente censurada e policiada, foi uma espécie de fronteira não franqueável, durante praticamente toda a história dos EUA. Os filhos de casal afro-branco podiam ser tomados legalmente como escravos nos EUA, até 1865. De 1877 até 1965, filhos de casal afro-branco eram objeto de segregação racial, em espaços públicos, escolas, moradia e emprego.&lt;br /&gt;Em 1896, a Suprema Corte fixou a doutrina dos “iguais mas separados”, no julgamento de Homer Plessy, mestiço créole de New Orleans, cujos ancestrais eram só parcialmente africanos.&lt;br /&gt;A autoidentificação do presidente Obama, no Censo Demográfico, foi momento de solidariedade com aqueles negros e reconhecimento de que as realidades legais e históricas da raça são definitivas. Que os EUA, sim, sofreram sob o preconceito racial; que ele, presidente, sofreu com os negros – e que, em outros tempos, teria, sim passado pelo que outros negros passaram.&lt;br /&gt;Assim, em abril, Obama fez mais uma vez o que fez várias vezes ao longo da vida: abraçou a negritude, com seus sofrimentos, nenhum privilégio, história tumultuada e simbolismo atormentado. Não negou seus ancestrais brancos, mas oficial e livremente declarou que, nos EUA, para descendentes de negros, ter pai ou mãe branco jamais significou qualquer direito de acesso aos privilégios dos brancos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;15/4/2010, Melissa Harris-Lacewell, The Nation (ed. impressa de 3/5/2010)&lt;a href="http://www.thenation.com/doc/20100503/harris-lacewell" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.thenation.com/doc/20100503/harris-lacewell&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-1153874135453563267?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/1153874135453563267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/04/obama-negro-por-escolha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1153874135453563267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1153874135453563267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/04/obama-negro-por-escolha.html' title='Obama: negro por escolha'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S871ABF930I/AAAAAAAAAFQ/zPlHIoFp5gY/s72-c/o-presidente-negro-031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4223665265595670669</id><published>2010-04-11T15:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T15:16:20.075-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S8JKEOu55KI/AAAAAAAAAFI/dCQtMBK5maI/s1600/nuvens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459007134861223074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S8JKEOu55KI/AAAAAAAAAFI/dCQtMBK5maI/s320/nuvens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Um homem catava pregos no chão. Sempre os encontrava deitados de comprido, ou de lado, ou de joelhos no chão. Nunca de ponta. Assim eles não furam mais – o homem pensava. Eles não exercem mais a função de pregar. São patrimônios inúteis da humanidade. Ganharam o privilégio do abandono. O homem passava o dia inteiro nessa função de catar pregos enferrujados. Acho que essa tarefa lhe dava algum estado. Estado de pessoas que se enfeitam a trapos. Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser. Garante a soberania de Ser mais do que Ter. &lt;strong&gt;Manoel de Barros&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4223665265595670669?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4223665265595670669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/04/um-homem-catava-pregos-no-chao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4223665265595670669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4223665265595670669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/04/um-homem-catava-pregos-no-chao.html' title=''/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/S8JKEOu55KI/AAAAAAAAAFI/dCQtMBK5maI/s72-c/nuvens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-6816226868160573579</id><published>2010-03-28T12:01:00.001-07:00</published><updated>2010-03-28T12:02:51.954-07:00</updated><title type='text'>Educação e mídias</title><content type='html'>Há quase 100 anos estudam-se os efeitos da comunicação massiva na sociedade. Pesquisadores do campo da comunicação têm se debruçado com persistência em busca do código de ouro que esclareça qual a intensidade da interferência dos veículos massivos – Rádio, Cinema e TV – na vida dos telespectadores. Descobrir os efeitos, as influências ou saber o que fazem os receptores com o que consomem da mídia é e sempre foi a base da pesquisa comunicacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, foi somente a partir dos anos 80/90 que essa questão começou a ganhar mais relevo para os pesquisadores também da Educação. Não é para menos, já que basta entrar em uma sala de aula do Ensino Fundamental para perceber o forte apelo midiático no comportamento juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São roupas, colares, jargões, gestos, comentários de programas etc circulando intensamente entre uma fala e outra da moçada. A pauta tornou-se efetivamente televisiva ou mais recentemente articulada com os códigos da internet. Além disso, as tecnologias comunicacionais invadiram de tal forma a vida cotidiana que o professor que não utiliza em seu planejamento as linguagens audiovisuais corre o risco de falar às paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por menos, que o a partir da década de 90 começou a ocorrer uma aproximação mais dirigida entre os campos da comunicação e o da educação. A chamada educomunicação pode ser definida como aquele conjunto de atividades voltadas para o conhecimento dos usos dos meios numa perspectiva prática de cidadania. Muitos professores ainda, por desconhecimento, desconfiam ou rejeitam não somente este campo de pesquisa como também a interface entre a mídia e a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da educomunicação é como usar as mídias para melhorar a comunicação na escola e na vida. Não é somente o simples uso do cinema em classe na aula de história que define essa prática. Mas sim a construção em toda a escola de uma proposta de trabalho com os meios pensando desde o uso em aula de um filme, como a própria produção de um jornal falado ou escrito, ou da criação de uma rádio escolar, de peças de vídeo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa proposta leva em conta a produção de novos sentidos estabelecidos, organizados, articulados coletivamente entre professores e alunos num processo constante de melhoria das relações dentro e fora da escola. Quem se interessar mais pelo tema entre no site &lt;a href="http://www.usp.br/nce"&gt;www.usp.br/nce&lt;/a&gt; para obter mais informações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-6816226868160573579?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/6816226868160573579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/03/educacao-e-midias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6816226868160573579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6816226868160573579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2010/03/educacao-e-midias.html' title='Educação e mídias'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-6007648563609259614</id><published>2009-12-20T16:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T16:16:52.550-08:00</updated><title type='text'>Entre a caridade e a fraternidade - Direitos Humanos e o cotidiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sy6-SgynsKI/AAAAAAAAAEw/CMUeaEpvERo/s1600-h/angeli-direitos-humanos%5B1%5D%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417476627022459042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sy6-SgynsKI/AAAAAAAAAEw/CMUeaEpvERo/s320/angeli-direitos-humanos%5B1%5D%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não foi ontem que nasceu um dos documentos mais importantes que o século 20 produziu. Falo aqui dos 60 anos de existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos escrita logo após um dos mais tristes episódios da história humana, a 2ª Guerra Mundial. Aliás, este foi o motivo de seu nascimento: tentar colocar freios a possíveis novas barbáries cometidas pela civilização moderna. Será que podemos dizer que decorridas seis décadas a humanidade aprendeu a conviver respeitando a dignidade do outro? Será que todas aquelas tragédias – genocídio, tortura, intolerância, racismo, perseguições políticas etc – estão de fato varridas do mapa? Será que não existe alguma ameaça em curso nos dias atuais capazes de repetir como tragédia nosso infortúnio? Qual o balanço que podemos fazer ao nos aproximarmos do fim da primeira década do século 21 e neste momento em que se avizinha o período de festas? A citada Declaração diz em seu artigo 1º que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.” Quando se lê que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos devemos entender, ou deveríamos entender, que não apenas nascem, mas também devem viver com dignidade, todos os seres humanos. Poder educar os filhos em boas escolas, ter acesso a água potável, a segurança pública, a horas de lazer, a condições de trabalho respeitáveis, a bons hospitais públicos, não sofrer injustiças e muito mais, faz parte de nascer e viver com dignidade. Quanto ao que diz a segunda parte do artigo “dotadas de razão e consciência e devem agir umas com às outras com espírito de fraternidade” o que podemos compreender? Como no meu dia-a-dia estou agindo com espírito de fraternidade? Dizer que todos somos dotados de razão não é difícil de entender, e nem precisa de maiores explicações, porém, como sei que estou agindo fraternalmente com alguém? O que embala minha fraternidade? Como a fraternidade se encarna nas minhas ações cotidianas? Ações corriqueiras como dar esmolas a um mendigo no farol, visitar um asilo uma ou duas vezes ao ano ou fazer uma doação por telefone seriam ações fraternais? Tenho dúvidas. Não estou aqui para julgar como certo ou errado tais práticas, afinal, ajudar alguém que necessita é um gesto humano, pois somos dotados de razão e de consciência e de sensibilidade. No entanto, uma imagem que gosto muito para essas situações é aquela fábula do macaco e do peixe. Diz a fábula que após uma grande enchente um macaco observou, do alto de seu galho, que um peixe pulava insistentemente na correnteza. Apavorado e querendo muito ajudá-lo, logo se pôs a caminho e num gesto de caridade – ou de fraternidade (?) – pegou o peixe e o segurou apertadamente. Alguns minutos depois, observou que o peixe havia morrido e, com a tristeza na alma, lamentou não ter chegado antes! Não estou evidentemente comparando as necessidades dos outros com o peixe da fábula, mas estou sim comparando nossas ações com as do macaco. Às vezes somos movidos momentaneamente pelo sofrimento alheio e logo nos prontificamos a auxiliar aqueles que demonstram, segundo nosso olhar, alguma carência. Empurrados pelo espírito da caridade instantânea praticamos atos que nos confortam, já que podemos ajudar. Acredito, porém, que é possível fazer mais. O espírito da fraternidade diverge assim das práticas de caridade. A caridade olha de cima pra baixo, enquanto a fraternidade olha e deixa-se ver lado-a-lado. Por isso, quando olhamos para os fatos que ocorreram no passado e que levaram às guerras observamos que elas começaram não somente nas decisões palacianas ou nos delírios de mentes insanas. A motivação da maioria das guerras nasceu e continuam nascendo na rua da minha casa, no bairro em que moro, na empresa que trabalho e isso acontece, muitas vezes, ao lado das boas práticas de caridade. O que quero dizer com isso? Quero falar que o espírito da fraternidade que deve habitar nosso cotidiano é aquele que demonstra solidariedade sim com a exclusão, com a fome, com a dor. Esse espírito deve nos mover constantemente contra todas as formas mais horrendas, talvez até discretas, de injustiça, de intolerância, de racismo, de ódio e que aparecem disfarçados de superioridade quando muito de cumplicidade. Digo melhor, somos constantemente provocados por situações que pedem nossa indignação seja na fila do supermercado, na calçada da nossa casa, no elevador do nosso prédio. O silêncio diante de uma fala intolerante também é uma arma, e vai contra o espírito da fraternidade. Este, para ser de verdade, precisa ser permanente ao longo do ano, atento diante das injustiças e sensível diante da dor do outro. Só assim poderemos fazer nossa parte como quer o artigo primeiro da Declaração. O espírito fraterno só existe quando amparado pela indignação diante de uma injustiça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-6007648563609259614?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/6007648563609259614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/12/entre-caridade-e-fraternidade-direitos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6007648563609259614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6007648563609259614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/12/entre-caridade-e-fraternidade-direitos.html' title='Entre a caridade e a fraternidade - Direitos Humanos e o cotidiano'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sy6-SgynsKI/AAAAAAAAAEw/CMUeaEpvERo/s72-c/angeli-direitos-humanos%5B1%5D%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-7560495836954511150</id><published>2009-12-08T06:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T06:23:16.259-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sx5g2yJuRoI/AAAAAAAAAEo/gKap3ZmAv88/s1600-h/luiz+lopez+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412870296437671554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sx5g2yJuRoI/AAAAAAAAAEo/gKap3ZmAv88/s320/luiz+lopez+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Série Estampas – Luiz Lopes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É sempre um desafio para o artista se apropriar do que não é dele. Luiz Lopes se apropria com tranqüilidade e maestria daquilo que as tecelagens jogam fora, sobras de tecido com excesso de tinta, com erros nas gravações das estamparias e manchas. Do que serviu apenas para teste na indústria, o artista decide extrair poesia e outros sentidos através de novas gravações, raspagens e sobreposições. O tecido deixa, assim, sua função utilitária para se tornar tela e panôs, objeto agora para os olhos e o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o tecido industrial e as telas de Luiz Lopes, a atividade artística se estabelece como um jogo entre a resistência física da matéria-prima e a vontade do artista em transformá-la. Lopes extrai informações invisíveis ao tecido inicial ao mesmo tempo em que as insere, fazendo com que pintura e gravação se confundam e se complementem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Série Estampas é assim um exercício corajoso e ao mesmo tempo raro de descobrir pela raspagem e sobreposição de signos sobre o tecido uma imagem nunca vista. Uma imagem revelada por um artista singular.&lt;br /&gt;Quem se interessar em conhecer mais sobre as obras deste artista, basta entra no endereço&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luizlopez.multiply.com/"&gt;http://luizlopez.multiply.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-7560495836954511150?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/7560495836954511150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/12/serie-estampas-luiz-lopes-e-sempre-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7560495836954511150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7560495836954511150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/12/serie-estampas-luiz-lopes-e-sempre-um.html' title=''/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sx5g2yJuRoI/AAAAAAAAAEo/gKap3ZmAv88/s72-c/luiz+lopez+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4001687098670206146</id><published>2009-10-24T04:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T05:03:48.264-07:00</updated><title type='text'>Um outro desenvolvimento sustentável</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SuLs5o8Py4I/AAAAAAAAAEI/eZQkcn8vQ-w/s1600-h/CommoditiesAmbientais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396135778530085762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SuLs5o8Py4I/AAAAAAAAAEI/eZQkcn8vQ-w/s200/CommoditiesAmbientais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Commodities ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As "commodities ambientais" são mercadorias originadas derecursos naturais em condições sustentáveis, cujas matrizessão: água, energia, madeira, biodiversidade, reciclagem,minério e controle de emissão de poluentes (água, solo,ar), bem como as "commodities espaciais", assim entendidas, quetratarão da propriedade intelectual, das idéias, dossaberes, da cultura dos povos, das artes, da qualidade de vida,das pesquisas e de todos os valores abstratos originados dacapacidade humana individual ou grupal.&lt;br /&gt;As commodities ambientais obedecem a critérios de extração, produtividade, padronização, classificação, comercialização e investimentos e têm um tratamento diferente daqueles produtos chamados, no jargão do mercado financeiro, de “commodities” (mercadorias padronizadas para compra e venda). Não são, assim, mercadorias que se encontram na prateleira dos supermercados, na lista de negócios agropecuários, nem entre os bens de consumo em geral industrializados, mas estão sempre conjugados a serviços socioambientais como o ecoturismo, turismo integrado, certificação,educação,marketing, comunicação, saúde, pesquisa, história entre outros.&lt;br /&gt;No mercado de commodities ambientais, os fornecedores e produtores são a população carente, os indivíduos que podem representar, ou melhor, já representam riscos sociais. O cidadão de baixa renda que mora próximo a mananciais, o caboclo que queima a floresta nativa para ampliar sua área agriculturável convertem-se em proprietários de commodities ambientais, ou seja, figuras centrais deste mercado.&lt;br /&gt;A matriz água, por exemplo, bem como as outras matrizes, podem ser tratadas como reprodutoras de commodities ambientais (moeda do meio ambiente) somente se as variáveis sociais – nível de educação, distribuição de renda, saúde, empregabilidade – dos cidadãos forem levadas em consideração e se houver a participação da sociedade na manutenção, destinação, administração e principalmente na comercialização, de acordo com leis claramente estabelecidas. Quem se interessar em saber mais, basta ler o e-book de Amyra El Khalili clicando no link abaixo.&lt;br /&gt;Download gratuito do livro&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amyra.lachatre.com.br/" target="_blank"&gt;http://amyra.lachatre.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4001687098670206146?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4001687098670206146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/10/um-outro-desenvolvimento-sustentavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4001687098670206146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4001687098670206146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/10/um-outro-desenvolvimento-sustentavel.html' title='Um outro desenvolvimento sustentável'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SuLs5o8Py4I/AAAAAAAAAEI/eZQkcn8vQ-w/s72-c/CommoditiesAmbientais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4045752933896977693</id><published>2009-10-01T17:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T09:22:22.251-07:00</updated><title type='text'>Partido Pirata</title><content type='html'>O Partido Pirata alemão conseguiu 842 mil votos nas eleições realizadas ontem, o equivalente a 2% do total de votos. No entanto, devido à cláusula de barreira de 5%, não pôde eleger membros ao parlamento alemão. Uma das dificuldades do Partido Pirata foi o fato de não esta&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Ssd6EIPIx8I/AAAAAAAAAEA/_VJEMjm-JJg/s1600-h/pirata.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388409690521126850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Ssd6EIPIx8I/AAAAAAAAAEA/_VJEMjm-JJg/s200/pirata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;r organizado em todo país, como no Estado da Saxônia, o que tornou impossível receber votos. Apesar disso, o jovem Partido Pirata alemão tornou-se o 6 º maior partido político na Alemanha baseados em votos. O partido conseguiu crescer cerca de dez vezes desde as eleições para o Parlamento Europeu, realizada em junho deste ano e tem agora 9.500 piratas filiados, tornando-se o 7o. maior partido na Alemanha, com base no número de membros. Os destaques da campanha eleitoral foram o uso do grafite inverso, a projeção de luzes com a bandeira em edifícios, estruturas industriais e até mesmo o céu.&lt;br /&gt;O Partido Pirata é um movimento que surgiu no Brasil no final de 2007 a partir da rede Internacional de Partidos Piratas, organização pela defesa ao acesso à informação, o compartilhamento do conhecimento, a transparência na gestão pública e a privacidade - direitos fundamentais que são ameaçados constantemente pelos governos e corporações para controlar e monitorar os cidadãos. Os Piratas não acreditam na "propriedade intelectual" e entendem que sua defesa no âmbito digital implica no controle dos cidadãos e na supressão dos direitos civis e liberdades individuais fundamentais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4045752933896977693?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4045752933896977693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/10/partido-pirata.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4045752933896977693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4045752933896977693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/10/partido-pirata.html' title='Partido Pirata'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Ssd6EIPIx8I/AAAAAAAAAEA/_VJEMjm-JJg/s72-c/pirata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-7595387899482234526</id><published>2009-09-24T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T05:48:39.800-07:00</updated><title type='text'>Nova África</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrtqGGKDHRI/AAAAAAAAADg/fKiMgVsRyGw/s1600-h/Nova+%C3%80frica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385014432416079122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrtqGGKDHRI/AAAAAAAAADg/fKiMgVsRyGw/s320/Nova+%C3%80frica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Conceição Oliveira/Reprodução&lt;br /&gt;Meninas Macua da Ilha de Moçambique fotografadas por Conceição Oliveira&lt;br /&gt;Thais Bilenky&lt;br /&gt;Nesta quarta, 23, no Rio de Janeiro, a TV Brasil lança a série "Nova África", que entra na programação a partir do dia 25 de setembro, às 22h. Co-autora do projeto editorial que venceu o edital da rede pública, ao lado do jornalista Luiz Carlos Azenha, a historiadora Conceição Oliveira descreve o projeto:&lt;br /&gt;- A série vai representar o continente africano sem aquele olhar folclorizado, de "continente da barbárie, o continente que não deu certo". O programa procura fugir de estereótipos.&lt;br /&gt;Conceição explica que, visitando cerca de 40 países africanos, em grande parte por terra, a produção dá espaço a vozes em geral menosprezadas. "A intenção é escutar os próprios africanos de diferentes estratos sociais. Trabalhadores, mulheres, homens, escritores, políticos... Mas nós não chegamos com o discurso pronto".&lt;br /&gt;A historiadora participou da captação e pré-produção dos três primeiros programas, gravados em Moçambique. Ela relata que a equipe se deparou com situações inusitadas que revelam a resistência diária da população africana.&lt;br /&gt;"Um sábado de manhã, estávamos deixando a ilha de Moçambique de carro, um longo percurso. A gente demorou para ver, debaixo de um cajueiro, um monte de guris e uma professora entregando material escolar. Os meninos se assustaram, saíram correndo. Depois conhecemos a professora Diamantina. Ela dá aulas para 350 meninos, em um povoado no interior da Gambésia. A professora Diamantina faz uma diferença imensa, só tem ela", conta Conceição.&lt;br /&gt;Essa história é uma das que compõem a série, que terá 26 programas, com 2 blocos de aproximadamente 13 minutos cada, em parceria com a produtora Baboon Filmes.&lt;br /&gt;Outra história, continua Conceição, é a do senhor Germano. Sozinho, ele é o responsável pela produção de barcos em Queliman, no Zambézia, nas proximidades do Rio Bons Sinais. Sem energia elétrica, com ajuda do filho, ele demora quatro meses para fabricar um barco. "São muito importantes, são os únicos que fazem na região", impressiona-se Conceição.&lt;br /&gt;Para a historiadora, que produz também material didático, é muito importante trazer à luz, no Brasil, essa visão, segundo Conceição, menos viciada da África. O continente foi dominado pelo impreialismo, mas o verdadeiro agente de sua história são, inegavelmente, os próprios africanos e é isso que a série pretende evocar, diz.&lt;br /&gt;A equipe de produção está agora no Congo, após ter passado pela Bélgica, justamente para compreender o Congo belga. Vão na sequência para Ruanda e Burandi.&lt;br /&gt;Na África do Sul, a questão central a ser tratada é a distribuição de terras depois do apartheid. "Passados quinze anos, os negros conseguiram território?", questiona a historiadora. O segundo foco no país será a imigração. Diz Conceição que há cerca de 5 milhões de africanos de países fronteiriços vivendo na África do Sul. O desemprego está próximo a 25% da população e o resultado acaba sendo a xenofobia, lamenta.&lt;br /&gt;Outras questões pululam. As línguas oficias versus as locais compõem a identidade das populações e, para a autora do projeto de "Nova África", demonstram a resistência africana. Para informações complementares a equipe da série prepara um blog, em breve no ar.&lt;br /&gt;Terra Magazine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ChSchKkrn3Q"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ChSchKkrn3Q&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-7595387899482234526?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/7595387899482234526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/nova-africa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7595387899482234526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7595387899482234526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/nova-africa.html' title='Nova África'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrtqGGKDHRI/AAAAAAAAADg/fKiMgVsRyGw/s72-c/Nova+%C3%80frica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-2994261235679628356</id><published>2009-09-13T18:21:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T18:56:04.860-07:00</updated><title type='text'>Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2c77-Qz-I/AAAAAAAAACM/2u3XrdP460w/s1600-h/picasso_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381129683302666210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2c77-Qz-I/AAAAAAAAACM/2u3XrdP460w/s200/picasso_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Dora Maar au Chat", Pablo Picasso&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“A dominação dos homens sobre as mulheres e o direito masculino de acesso sexual regular a elas estão em questão na formulação do pacto original. O contrato social é uma história de liberdade; o contrato sexual é uma história de sujeição. O contrato original cria ambas, a li&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2d6IHaZEI/AAAAAAAAACU/yEDqUmxbW4k/s1600-h/santa+maria+madalena.bmp"&gt;&lt;/a&gt;berdade e a dominação. (...) A liberdade civil não é universal – é um atributo masculino e depende do direito patriarcal”.&lt;br /&gt;Com essas palavras, Carole Pateman apresenta com grande força persuasiva a obra O Contrato Sexual. Segundo a autora, o contrato sexual é a parte da história não revelada, pois toda liberdade civil é uma liberdade civil patriarcal fundada na dominação masculina sobre a feminina. Uma vez que a sociedade civil é constituída por duas esferas, apenas a esfera pública tornou-se objeto de estudo, já que a outra, a privada, não sendo encarada como politicamente relevante – como o casamento e o contrato matrimonial permaneceu escondida.&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Rousseau (1712-1778), em O Contrato Social, expõe “O que o homem perde pelo contrato social é a liberdade natural e um direito ilimitado a tudo que o tenta e pode alcançar; o que ganha é a liberdade civil e a propriedade de tudo que possui”. "Seguir o impulso de alguém é escravidão, mas obedecer uma lei auto-imposta é liberdade". A liberdade, dessa forma, é um direito e um dever ao mesmo tempo. A liberdade pertence ao homem (nao a mulher, no raciocíonio de Pateman) e renunciar a ela é renunciar à própria qualidade de homem. Nesse sentido, uma de suas conhecidas idéias, a do “homem bom” ou do “bom&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2e9f3muEI/AAAAAAAAACc/sBTkuuDip5E/s1600-h/nave-nave-moe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381131909141542978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2e9f3muEI/AAAAAAAAACc/sBTkuuDip5E/s200/nave-nave-moe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; selvagem”, que vivia no estado natural e depois corrompido pela sociedade, num certo sentido parte de uma contradição, já que a sociedade é justamente formada por esses mesmos “homens bons”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Paul Gauggin, Nave Moe, ao lado)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rousseau, lembra a autora, apesar de não defender a escravidão, como o fez Aristóteles, acreditava que uma esposa infiel dissolve a família e quebra todos os laços naturais. Ao dar ao homem um filho que não seja seu, ela trai a ambos: alia a perfídia à infidelidade. A pesquisa de Pateman, sobre o contrato sexual, me fez lembrar Robert Stan, em Crítica da imagem eurocêntrica, quando este aponta que os filósofos europeus tinham ideias bem antiesclarecidas. Vejamos. John Locke (1632-1704) dizia que os indígenas deveriam ser classificados como as crianças, os idiotas e os ignorantes. Já para David Hume (1711-1776) os negros eram naturalmente inferiores aos brancos. Karl Marx (1818-1883) afirmava que as sociedades pré-capitalistas viviam em uma temporalidade histórica condenada e estavam destinadas a desaparecer diante do capitalismo e Comte pensava a história humana desenvolvia em estágios universais e previsíveis. Enquanto que Immanuel Kant (1724-1804) duvidava da capacidade intelectual dos negros e George W. F. Hegel (1770-1831), que nada saiba da África, argumentava que aquele continente nos forçava a abandonar a própria categoria de universalidade “A África não faz parte da história do mundo...” Ou seja, a julgar pelo “pensamento clássico” está na hora de aprofundar uma revisão mais ampla da história oficial, principalmente Ocidental. Como finaliza Carole “Os homens que, supostamente, fazem o contrato original, são homens brancos, e seu pacto fraterno tem três aspectos: o contrato social, o contrato sexual e o contrato da escravidão, que legitima o do&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2hYqhrd6I/AAAAAAAAACk/pQpKWDOxz3Y/s1600-h/mulheres+dan%C3%A7ando.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381134574882092962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2hYqhrd6I/AAAAAAAAACk/pQpKWDOxz3Y/s200/mulheres+dan%C3%A7ando.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mínio dos brancos sobre os negros”. De outro modo: Homem Público! mulher pública?&lt;br /&gt;Como feiúra em virtude não é vantagem, é defeito, aconselho reler novamente os "clássicos literários" Iracema, A Escrava Isaura e A hora da estrela para não ter dúvida das mentiras que ainda nos pregam. Assim, entenderemos melhor Caetano... “Você diz a verdade, a verdade é o seu dom de iludir, como pode querer que a mulher vá viver sem mentir...”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-2994261235679628356?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/2994261235679628356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/como-pode-querer-que-mulher-va-viver.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2994261235679628356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2994261235679628356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/como-pode-querer-que-mulher-va-viver.html' title='Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir?!'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/Sq2c77-Qz-I/AAAAAAAAACM/2u3XrdP460w/s72-c/picasso_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4539718577756027210</id><published>2009-09-09T14:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T17:50:03.728-07:00</updated><title type='text'>Democracia, exclusão e sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqgtLIFfTdI/AAAAAAAAABk/oe2hFjAuBpQ/s1600-h/Sustentabilidade_by_Tributino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379599424066375122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqgtLIFfTdI/AAAAAAAAABk/oe2hFjAuBpQ/s200/Sustentabilidade_by_Tributino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As sociedades contemporâneas encontram-se num dilema, em razão da globalização econômica e da mundialização das culturas, geradoras de um movimento que conecta o nacional ao hegemônico internacional. A democracia do capital, ou sistema de capital cracia (poder em grego), insurge-se contra qualquer fronteira que ameace a livre movimentação dos lucros. Com isso, nem os limites nacionais dos países de capitalismo hegemônico disponibilizam mecanismos de controle interno de suas democracias. Porém, vem crescendo, em discurso, a importância das práticas sustentáveis como caminho para garantia de um mundo melhor. Melhor pra quem?&lt;br /&gt;A fragilidade dos limites entre nacional e mundial das sociedades contemporâneas expõe ao mundo a variedade de trocas simbólicas que constitui a cultura. O crescente número de migrações entre países revela uma legião de pessoas, atraídas pelo consumo, ofertas de emprego e promessas de liberdade "oferecidas" pelos países mais ricos economicamente. Além disso, mostra a extensão das carências, perspectivas e ambições da população pobre do mundo. O vai e vem de pessoas e a luta por um &lt;em&gt;green card&lt;/em&gt; passa ser um problema para os Estados. Tanto os Estados não conseguem deter a entrada de imigrantes quanto outros não conseguem inibir a saída de sua população insatisfeita.&lt;br /&gt;Nos países ricos, os levantes de imigração ameaçam desestabilizar, a todo o tempo, tanto a moral nacional quanto o quadro de emprego, por exemplo. Enquanto isso, os países em desenvolvimento enfrentam o problema de t&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqhDHxlUWbI/AAAAAAAAAB8/U6WLjXB5wmM/s1600-h/india.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379623555742063026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqhDHxlUWbI/AAAAAAAAAB8/U6WLjXB5wmM/s200/india.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;erem que incorporar a lógica global do sistema financeiro sem terem conseguido criar condições sociais, econômicas e políticas de participação efetiva do cidadão nos espaços coletivos, quando muito, consolidaram um capitalismo industrial.&lt;br /&gt;O descompasso entre as políticas públicas econômicas, culturais e sociais das nações entre si aumentam a distância entre as nações mundiais ao recriar, constantemente, estratégias de superação dos entraves desta nova fase do capitalismo mundial. Uma vez que a globalização da força de trabalho - e, em consequência, da miséria - fragilizou os conceitos e práticas de cidadania e etnia, a transformação do cidadão em consumidor buscou igualar as diferenças existentes incrustadas nas vitrines, tornando a temática da identidade cultural uma opção de consumo e estilo.&lt;br /&gt;Nesta direção, as novas configurações do Estado moderno têm propiciado, considerando as peculiaridades de cada caso, um fortalecimento de movimentos de contestação que passam pela afirmação da diferença, calcados em políticas de identidade e políticas do corpo como principal bandeira. Visto de outra maneira, o enfraquecimento do Estado moderno, se assim o considerarmos, pode ser comparado a novas estratégias de controle de uma sociedade globalizada que precisa incluir a diferença para que ela não se apresente como uma ameaça constante. Se por um lado temos que incluir os excluídos, por outro temos que promover a sustentabilidade. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqguxSXfZ3I/AAAAAAAAAB0/w4NhFR5W88A/s1600-h/resorts.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379601179172890482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqguxSXfZ3I/AAAAAAAAAB0/w4NhFR5W88A/s200/resorts.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa inclusão do outro, do diferente, tem se materializado em todas aquelas práticas assistencialistas, vestidas de políticas públicas, que promovem a curto prazo, e quem sabe a médio prazo, todas as boas ações sociais voltadas para minimizar os danos causados tanto pelo assédio do consumismo desenfreado, quanto pelo abandono, de vez, da dignidade da vida humana. Nesse sentido, o debate sobre sustentabilidade, que tem sido divulgada midiaticamente como capacidade de "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas", torna-se de fato crucial uma vez que se quisermos minimizar os impactos das democracias contemporâneas devemos resolver eficientemente a primeira parte deste conceito, ou seja, "suprir as necessidades da geração presente", caso contrário estaremos bem distantes de compreendermos não apenas o discurso da sustentabilidade como também de criar práticas sustentáveis convicentes para aqueles que possuem, hoje, uma vida insustentável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4539718577756027210?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4539718577756027210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/democracia-exclusao-e-sustentabilidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4539718577756027210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4539718577756027210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/democracia-exclusao-e-sustentabilidade.html' title='Democracia, exclusão e sustentabilidade'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqgtLIFfTdI/AAAAAAAAABk/oe2hFjAuBpQ/s72-c/Sustentabilidade_by_Tributino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-1489958954195540643</id><published>2009-09-06T20:20:00.001-07:00</published><updated>2009-09-07T14:17:07.768-07:00</updated><title type='text'>Para não esquecer a independência - o atualíssimo Maquiavel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqUjIiU41rI/AAAAAAAAABc/V_X6DhxSvC8/s1600-h/maquiavel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378743959524267698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqUjIiU41rI/AAAAAAAAABc/V_X6DhxSvC8/s200/maquiavel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Príncipe – Nicolau Maquiavel (1513-1516)&lt;br /&gt;A arte da política&lt;br /&gt;De Ângela Ro Rô a Stálin, passando por Napoleão Bonaparte, Delfim Neto, FHC, Collor e uma série de políticos. Todos estes são ou foram unânimes em afirmar que tiveram um dia o livro "O Príncipe", do filósofo de Florença, Nicolau Maquiavel (1469-1527), como livro de cabeceira. No caso de Collor, sua esposa na época, Rosane Collor (por onde anda?) cuidou de dizer que o presidente era seguidor das ideias maquiavélicas. Quis fazer uma homenagem ao marido... Enfim, esta é a obra mais famosa do autor que tenta ensinar como tomar e se manter no poder. Aliás, bem útil nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Publicada postumamente em 1532 este é considerado um dos tratados mais influentes no posterior desenvolvimento da teoria ou ciência política. Redigido em 1513, só foi publicado, cinco anos após a morte do autor. Além do interesse histórico, constitui um instigante exemplo da prosa escrita italiana do século XVI. Já Maquiavel, consequentemente, é considerado o 'pai' da ciência política, e seus textos são estudados e analisados em escolas e universidades de todo o mundo.&lt;br /&gt;Nasceu numa Itália dividida em pequenos Estados conflitantes entre si, o que os tornavam vulneráveis aos ataques de conquistadores estrangeiros. "A obra foi escrita no exílio forçado quando privado de sua posição de funcionário da república de Florença". Além disso a obra é um marco da Ciência Social que instaura uma nova ordem de conduta em que as ações e instituições políticas são julgadas sem um recurso moral, isto é, religioso. Maquiavel propõe a libertação do Estado dos mandamentos da Igreja ao estabelecer o modelo da Roma republicana, ou seja, um triunfo da razão do Estado.&lt;br /&gt;A obra reflete seus conhecimentos da arte política dos antigos, bem como dos estadistas de seu tempo, e expressa claramente a mentalidade da época. Formulando uma série de conselhos ao príncipe, o autor expôs uma norma de ação autoritária, no interesse do Estado. Deste modo, Maquiavel ilustrou a política renascentista de constituição de Estados fortes, com a superação da fragmentação do poder, que caracterizara a idade média, bem como na pauta do pensa&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqR8oIC6rRI/AAAAAAAAABU/cw92VHVyM8w/s1600-h/Louren%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378560883783544082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqR8oIC6rRI/AAAAAAAAABU/cw92VHVyM8w/s200/Louren%C3%A7o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mento Ocidental as bases políticas da Modernidade.&lt;br /&gt;Composto por uma dedicatória a Lourenço de Médici (imagem ao lado) e 26 capítulos que utilizam exemplos históricos de alternância de poder da época em que viveu o autor, o livro nos oferece com nitidez os conselhos para o sucesso político que, com certeza, tem sido muito útil no Senado. Assim, o objeto é o Estado real, capaz de impor a ordem dentro da ordem efetiva dos fatos. Maquiavel lança seu olhar para a realidade, sobre a qual se deve trabalhar para transformar.&lt;br /&gt;Ao longo de 26 capítulos Maquiavel define as características de um príncipe, entendida essa figura como a cabeça ou chefe do Estado. Apesar de na essência constituir um estudo a respeito da organização estatal, Maquiavel chegou a pensar inicialmente no título O principado. As teses desenvolvidas fizeram com que prevalecesse a identificação dos conceitos Estado e príncipe, na medida que existe entre ambos uma certa relação de subordinação, privilegiando o alto dignatário antes que a entidade política. Essa é a principal idéia postulada na obra: deve ser o príncipe que, com sua atuação, modela a essência de seu principado.&lt;br /&gt;Sua posição em relação à natureza humana é contundente: os homens são ingratos, volúveis e ávidos por lucro (Cap. XVIII), e o conflito, é inerente à política, assim faz-se necessário, custe o que custar, uma "ordem instaurar". Ele aponta a presença na sociedade de duas forças opostas: uma que quer dominar e a outra que não quer ser dominada (Cap. IX). Assim, neste contexto, o político deve impor a estabilidade das relações e a correlação das forças. E agir, produzindo os efeitos que levarão a uma reação do adversário mas o objetivo é sempre a vitória.&lt;br /&gt;Governante, para ele, não é o mais forte é aquele que considera que os fins justificam os meios, é aquele que mantém o domínio adquirido e, para seu próprio bem - ou bens - o respeito dos governados. Para ele o horizonte ético inexiste pois um príncipe prudente não pode, nem deve, manter a palavra dada quando lher for prejudicial e as razões que o fizeram dar a palavra não mais existirem.&lt;br /&gt;Não é à toa que o adjetivo "maquiavélico" tornou-se equivalente a diabólico já que o autor apregoa que o príncipe deve "parecer" clemente, leal, humano, íntegro, religioso e deve sê-lo. Mas deve estar com o espírito pronto para que, "precisando não ter essas qualidades", possa a saiba assumir o contrário. É dele também a máxima que norteia nosso atual marketing político, que os príncipes devem deixar que outros administrem as decisões impopulares, mantendo para si os atos de graça.&lt;br /&gt;Mas nada se compara às orientações dadas no XXV capítulo quando se analisa o quanto que uma herança e uma fortuna podem auxiliar no exercício do poder: "É melhor ser impetuoso do que cauteloso; porque a sorte é mulher e é necessário, para subjulgá-la, espancá-la e surrá-la”. Em suma, com certeza, na mesa de cabeceira da Simone de Bouvair, tal exemplar só esteve por engano. Diário de Princesa, nem por engano...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-1489958954195540643?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/1489958954195540643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/o-principe-nicolau-maquiavel-1513-1516.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1489958954195540643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/1489958954195540643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/o-principe-nicolau-maquiavel-1513-1516.html' title='Para não esquecer a independência - o atualíssimo Maquiavel'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqUjIiU41rI/AAAAAAAAABc/V_X6DhxSvC8/s72-c/maquiavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-6814185080667951424</id><published>2009-09-06T18:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T08:55:03.306-07:00</updated><title type='text'>Novos Dédalus</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQSmB8DzYI/AAAAAAAAAAM/m8VPP_SDe0M/s1600-h/metropolis_lg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378444299551886722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQSmB8DzYI/AAAAAAAAAAM/m8VPP_SDe0M/s320/metropolis_lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em dias chuvosos ou em noites estreladas...No outono, ou na mesa de um bar... No engarrafamento...sozinho na multidão...a cidade nos vence, e nos deixa assim abandonados de si...e mesmo com a promessa de novas ágoras (?) de consumo, com o lançamento de mais um shopping neoclássico, olímpico(?), continuaremos (di) vagando entre seus labirintos pós-modernos e, o que é pior, sem o fio de Ariadne!! Com sua “pós-arquitetura”, medida inexata de uma elegância supérflua, eis a vidinha burguesa sempre pronta pra ser chique! Pra se repetir! E só!! Mas vale ir além. Vejam só, Richard Rogers, em Cidades para um pequeno planeta, propõe algumas reflexões para as cidades sustentáveis:- Uma cidade justa, onde justiça, alimentação, abrigo, educação, saúde e esperança sejam distribuídos de forma justa e onde todas as pessoas participem da administração;- Uma cidade bonita, onde arte, arquitetura e paisagem incendeiem a imaginação e toquem o espírito;- Uma cidade criativa, onde uma visão aberta e experimentação mobilizam todo seu potencial de recursos humanos e permitam uma rápida resposta à mudança;- Uma cidade ecológica, que miniminize seu impacto ecológico, onde a paisagem e a área construída estejam equilibradas e onde os edifícios e a infra-estrutura sejam seguros e eficientes em termos de recursos;- Uma cidade fácil, onde o âmbito público encoraje a comunidade à mobilidade, e onde a informação seja trocada tanto pessoalmente quanto eletronicamente;- Uma cidade compacta e policêntrica, que proteja a área rural, concentre e integre comunidades nos bairros e maximize a proximidade;- Uma cidade diversificada, onde uma ampla gama de atividades diferentes gerem vitalidade, inspiração e acalentem uma vida pública essencial.Uma cidade sustentável é aquela que permite o fortalecimento da cidadania, podemos dizer, com participação do cidadão e das lideranças. Para que a população participe nas tomadas de decisão o ambiente construído deve ser o primeiro a favorecer garantias tão básicas quanto necessárias, sendo verdadeiramente possível a realização dos direitos humanos. Devemos, então, começar a observar com mais cuidado a arquitetura das cidades como parte do projeto de novos Dédalus e de suas raízes sempre excludentes!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-6814185080667951424?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/6814185080667951424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/novos-dedalus_06.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6814185080667951424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/6814185080667951424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/09/novos-dedalus_06.html' title='Novos Dédalus'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQSmB8DzYI/AAAAAAAAAAM/m8VPP_SDe0M/s72-c/metropolis_lg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-7883249331645708000</id><published>2009-08-25T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T13:10:50.852-07:00</updated><title type='text'>Em defesa dos direitos da população negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQW4XPXkSI/AAAAAAAAAAk/O8Ut9PpwUuQ/s1600-h/Castigos+Dom%C3%A9sticos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378449012554174754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQW4XPXkSI/AAAAAAAAAAk/O8Ut9PpwUuQ/s200/Castigos+Dom%C3%A9sticos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Castigos Domésticos - Rugendas&lt;br /&gt;Século XIX&lt;br /&gt;MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS E DA AUTONOMIA POLÍTICA DA POPULAÇÃO NEGRA&lt;br /&gt;Nós, Organizações e Ativistas do Movimento Negro vimos nos manifestar publicamente em defesa de uma ação contundente do Estado brasileiro para garantir a efetivação dos direitos políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais da população negra.&lt;br /&gt;Lutamos contra a escravidão e rompemos as correntes da opressão. Desmascaramos a farsa da democracia racial e inscrevemos na Constituição Federal o racismo como crime inafiançável e imprescritível. E mais, temos construído um amplo consenso na sociedade brasileira sobre a necessidade de uma ação coletiva para banir o racismo.&lt;br /&gt;O Estatuto da Igualdade Racial se inscreve neste contexto como parte da nossa luta histórica. Após quase uma década de tramitação no Congresso Nacional, o documento tem sido alvo de ataques que o desfiguram completamente!&lt;br /&gt;Neste início de século XXI, a articulação de diferentes setores racistas, partidos políticos e herdeiros dos antigos senhores de escravos derrotados em 1888, têm engendrado diferentes maneiras de se contrapor à vontade da sociedade brasileira de instaurar a equidade e a justiça racial entre nós.&lt;br /&gt;Não satisfeitos de serem detentores da maior fatia da riqueza nacional, produzida em grande parte pela população negra, insistem em utilizar manobras para esvaziar o sentido original do Estatuto, inviabilizando a plena realização de nossas conquistas no combate ao racismo, em evidente desobediência aos preceitos constitucionais e aos tratados internacionais ratificados pelo Estado brasileiro.&lt;br /&gt;Neste momento, interesses eleitorais estimulados pela proximidade de 2010, têm provocado articulações e composições espúrias que utilizam nossas conquistas como moeda de troca. Daí o esvaziamento dos conteúdos de justiça racial do Estatuto, o que impõe retrocessos, injustiças e a perpetuação de violações de direitos fundamentais da população negra.&lt;br /&gt;Grileiros, gestores públicos, legisladores e empresários da comunicação, entre outros, se unem para produzir uma proposta clandestina do Estatuto, contrariando frontalmente os nossos interesses e as evidências de que o racismo é um fator estruturante das hierarquias na sociedade brasileira. São exemplos disto:&lt;br /&gt;1. O caráter autorizativo e não determinativo desta proposta de Estatuto, que delega aos gestores a decisão de cumprir ou não o que está escrito;&lt;br /&gt;2. A eliminação do instrumento das cotas e a restrição das políticas de ação afirmativa apenas à parcela da população negra brasileira abaixo da linha da pobreza;&lt;br /&gt;3. O não reconhecimento dos territórios tradicionais quilombolas - terras ocupadas por remanescentes de quilombos, utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural, bem como as áreas detentoras de recursos ambientais necessários para a subsistência das comunidades, para a preservação da sua cultura, englobando os espaços de moradia, espaços sagrados e sítios históricos;&lt;br /&gt;4. A retirada da criação do fundo de recursos financeiros para a implementação de políticas públicas para a população negra.&lt;br /&gt;Sendo assim, em respeito à trajetória política de negras e negros brasileiros, nos manifestamos pela defesa intransigente de nossas conquistas históricas, repudiando o atual texto substitutivo do Estatuto da Igualdade Racial – Projeto de Lei 6264/2005.&lt;br /&gt;Nesse mesmo sentido a II CONAPIR se pronunciou favorável à aprovação do Estatuto com alterações que assegurem as demandas históricas da população negra.&lt;br /&gt;Repudiamos as negociatas que envolvem partidos de direita e de esquerda. Repudiamos os retrocessos.&lt;br /&gt;Repudiamos qualquer tentativa de esvaziamento de nossa organização política.&lt;br /&gt;Reafirmamos nossa luta por ações afirmativas nos diferentes setores da vida social e política do país.&lt;br /&gt;Pelas cotas raciais nas universidades públicas.&lt;br /&gt;Pelo direito aos territórios das comunidades quilombolas e tradicionais.&lt;br /&gt;Nenhum direito a menos! REPARAÇÃO JÁ!&lt;br /&gt;Brasília, 28 de Junho de 2009&lt;br /&gt;II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial&lt;br /&gt;Assinam,&lt;br /&gt;1. AKANNI (INSTITUTO EM PESQUISA EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO, RAÇA E ETNIA)&lt;br /&gt;2. AMB - Articulacao de Mulheres Brasileiras;&lt;br /&gt;3. Analba Brazao Teixeira;&lt;br /&gt;4. ANMNB (ARTICULAÇÃO NACIONAL DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS)&lt;br /&gt;5. ASFAP-BA (ASSOCIAÇÃO DE FAMILIARES E AMIGOS DE PRESAS E PRESOS DO E. DA BAHIA)&lt;br /&gt;6. CAMA – CENTRO DE ARTE E MEIO AMBIENTE&lt;br /&gt;7. CANDACES (COLETIVO NACIONAL DE LÉSBICAS NEGRAS E FEMINISTAS AUTÔNOMAS)&lt;br /&gt;8. CEDENPA-Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará&lt;br /&gt;9. CENTRO CULTURAL ORUNMILA (SP)&lt;br /&gt;10.CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO ELOY FERREIRA DA SILVA – CEDEFES&lt;br /&gt;11. CENTRO DE REFERÊNCIA NEGRA LÉLIA GONZALES&lt;br /&gt;12. CFEMEA&lt;br /&gt;13. COISA DE NEGRO - PI&lt;br /&gt;14. Coletivo Leila Diniz - Ações de Cidadania e Estudos Feministas - Natal/RN;&lt;br /&gt;15. CONAQ (COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS)&lt;br /&gt;16. Conceição das Crioulas – Salgueiro / PE&lt;br /&gt;17. COSIRA – DF&lt;br /&gt;18. CRIOLA&lt;br /&gt;19. Egbe Awo Ase Iya Mesan Orun&lt;br /&gt;20. FÓRUM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA&lt;br /&gt;21. GÈLEDÉS – INSTITUTO DA MULHER NEGRA&lt;br /&gt;22. Grupo de Mulheres Negras Mãe Andressa – MA&lt;br /&gt;23. GT DE COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL&lt;br /&gt;24. KANINDÉ – ASSOCIAÇÃO DE DEFESA ETNOAMBIENTAL&lt;br /&gt;25. MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO (MNU)&lt;br /&gt;26. Ocareté – Entidade de luta pelos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais&lt;br /&gt;27. OGAN Marcos Antônio Costa – Conselheiro do CPDCN de São Paulo (Guarujá – SP)&lt;br /&gt;28. Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco&lt;br /&gt;29. UECARP – União das Entidades Carnavalescas de Ribeirão Preto e Região&lt;br /&gt;30. Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4604"&gt;ASSINE TAMBÉM O MANIFESTO. CLIQUE AQUI, AGORA.&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4604"&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-7883249331645708000?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/7883249331645708000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/em-defesa-dos-direitos-da-populacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7883249331645708000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7883249331645708000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/em-defesa-dos-direitos-da-populacao.html' title='Em defesa dos direitos da população negra'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQW4XPXkSI/AAAAAAAAAAk/O8Ut9PpwUuQ/s72-c/Castigos+Dom%C3%A9sticos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-4300827615656992134</id><published>2009-08-25T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T13:01:32.139-07:00</updated><title type='text'>A cruzada das mulheres</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQU-Ja02OI/AAAAAAAAAAc/9LtwoAR3ir4/s1600-h/os-amantes-magritte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378446912900094178" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 145px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQU-Ja02OI/AAAAAAAAAAc/9LtwoAR3ir4/s200/os-amantes-magritte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Os amantes, Magritte, 1928&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atualizado em 24 de agosto de 2009&lt;br /&gt;Traduzido por @diegocasaes, @e_caparelli, @flavio_as, @fr_, @joaosergio, @M_Caleiro, @maria_fro, @paulagoes, @marinacruz, @ticamoreno e @WordAwareness.The New York Times&lt;br /&gt;Por NICHOLAS D. KRISTOF e SHERYL WuDUNN - 17 de agosto de 2009.http://www.nytimes.com/2009/08/23/magazine/23Women-t.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO SÉCULO XIX, o maior desafio moral foi a escravidão. No século 20, foi a vez do totalitarismo. Neste século, é a brutalidade infligida a tantas mulheres e meninas em todo o mundo: tráfico sexual, ataques com ácido, noivas queimadas e estupros em massa.Porém, o combate às injustiças que as mulheres sofrem nos países pobres é de primordial importância -- a oportunidade que elas representam em termos econômicos e geopolíticos é ainda maior. “As mulheres sustentam metade do céu”, diz um ditado chinês, embora isso seja na maior parte dos casos apenas uma aspiração: em grande parte do mundo, garotas são analfabetas e mulheres, marginalizadas.&lt;br /&gt;Não é um acidente que esses mesmos países estejam desproporcionalmente afundados em pobreza e partidos por fundamentalismos e caos. Há um reconhecimento crescente por todos – do Banco Mundial aos membros do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e a ONGs como CARE - de que concentrar políticas assistenciais em meninas e mulheres é o mais efetivo modo de combater a pobreza global e o extremismo. É por isso que a ajuda externa tem sido cada vez mais dirigida a mulheres. O mundo está acordando para uma poderosa verdade: mulheres e meninas não são o problema; são a solução.Um dos lugares para se observar essa alquimia de gênero são os enlameados becos das encostas do Paquistão. Numa favela nos arredores da grande cidade de Lahore, uma mulher chamada Saima Muhammad se derretia em lágrimas todas as tardes. De face redonda, com cabelos lisos e negros ocultos por uma burca, Saima mal tinha uma rúpia [moeda afegã] e seu marido, preguiçoso e desempregado, não estava exatamente em condições de se tornar um empregado. Ele vivia frustrado e furioso, e descontava batendo em Saima todas as noites. A casa deles estava caindo aos pedaços e Saima teve que mandar sua filha caçula viver com uma tia, já que não havia comida suficiente para todos. "Minha cunhada tirava sarro de mim, dizendo: 'Você não consegue nem alimentar seus filhos'", lembrou Saima quando Nick a encontrou dois anos atrás numa viagem ao Paquistão. “Meu marido me batia, meu cunhado me batia. Eu tinha uma vida horrível”. O marido de Saima acumulou uma dívida de mais de 3 mil dólares, e parecia que esses empréstimos iriam oprimir a família por muitas gerações. Então quando o segundo filho de Saima nasceu e descobriu-se que era mais uma menina, a sogra de Saima, uma mulher dura e insensível chamada Sharifa Bibi, desafiou-a de forma humilhante.“Ela não irá nunca ter um filho”, disse Sharifa ao marido de Saima, na frente desta. “Então você deve se casar de novo. Ter uma segunda esposa”. Saima ficou chocada e correu para fora, soluçando. Mais uma esposa significaria ainda menos dinheiro para alimentar e educar as crianças. E a própria Saima seria marginalizada no âmbito doméstico, descartada como uma meia velha. Durante dias ela vagou chocada, com olhos vermelhos. O mínimo acidente a fazia se derramar em lágrimas histéricas.Foi nesse momento que Saima associou-se a Kashf Foundation, uma organização paquistanesa de microcrédito que empresta pequenos valores em dinheiro a mulheres pobres para que abram um negócio. Kashf é uma típica instituição de microcrédito, no que toca o empréstimo quase que exclusivamente a mulheres, em grupos de 25 pessoas. Essas mulheres garantem as dívidas umas das outras e se encontram a cada duas semanas para efetuar os pagamentos e debater um assunto social, como o planejamento familiar ou de escolarização para as meninas. Uma paquistanesa é frequentemente proibida de sair de casa sem a permissão do marido, mas eles toleram estas reuniões porque as mulheres voltam com dinheiro e idéias para investimentos.Saima tomou um empréstimo de US$ 65,00 e usou o dinheiro para comprar contas e tecidos, os quais ela transformou em lindos bordados que então vendeu aos comerciantes do mercado de Lahore. Ela usou o lucro para comprar mais contas e tecido, e logo montou um comércio de bordados — a única pessoa em sua casa a fazer tal coisa. Saima trouxe de volta da casa da tia sua filha mais velha e começou a pagar as dívidas do marido.Quando os comerciantes passaram a encomendar mais bordados do que Saima poderia produzir, ela contratou vizinhos para ajudá-la. Em um dado momento, trinta famílias estavam trabalhando para ela, inclusive seu marido — "sob minha direção", explica com um brilho nos olhos. Saima havia se tornado a grande empreendedora de seu bairro, e foi capaz de pagar toda a dívida de seu marido, manter suas filhas na escola, reformar a casa, instalar água encanada e comprar uma televisão.“Agora todos vêm a mim pedir dinheiro emprestado, as mesmas pessoas que viviam me criticando”, disse Saima, exultando de satisfação, “e os filhos daqueles que me criticavam agora vêm à minha casa ver TV”.Atualmente, Saima está um pouco acima do peso e exibe um anel dourado no nariz, assim como vários outros anéis e braceletes nos dois pulsos. Ela exala auto-confiança ao oferecer uma longa visita a sua casa e a seu comércio, ostentosamente mostrando a televisão e o novo encanamento. Ela nem mesmo finge ser subordinada a seu marido. Ele passa a maior parte do dia vagando ao redor, ocasionalmente a ajudando com o trabalho, mas sempre tendo de aceitar ordens de sua mulher. Tornou-se mais bem-impressionado com as mulheres em geral: Saima teve uma terceira filha, mas agora isso não é mais um problema. "Meninas são tão boas quanto meninos", explica ele.A "nova" prosperidade de Saima tem transformado as perspectivas de educação da família. Ela planeja mandar todas as três filhas para o ensino médio bem como para a faculdade. Ela traz tutores para melhorar seus trabalhos escolares, e sua filha mais velha, Javaria, é a primeira em sua classe. Perguntamos a Javaria o que ela queria ser quando ela crescesse, pensando que ela provavelmente aspiraria ser uma médica ou uma advogada. Javaria inclinou sua cabeça. "Gostaria de fazer bordado", ela disse.A respeito de seu marido, Saima disse: "Temos um bom relacionamento agora". Ela explicou: "Nós não brigamos, e ele me trata bem". E quanto a encontrar outra esposa que pudesse lhe gerar um filho? Saima ri consigo mesma da questão: "Agora ninguém diz nada sobre isso". Sharifa Bibi, a sogra, olhou chocada quando perguntamos se ela queria que seu filho tomasse uma segunda esposa para lhe dar um filho. "Não, não", disse. "Saima está trazendo muito para essa casa... Ela põe um teto sobre as nossas cabeças e comida na mesa".Sharifa até mesmo permite que Saima seja totalmente dispensada de agressões por seu marido. "Uma mulher deve saber seus limites, caso contrário, seu marido tem o direito de bater nela", disse Sharifa. "Mas se uma mulher ganha mais que seu marido, é difícil para ele discipliná-la."O que devemos tirar de histórias como a de Saima? Tradicionalmente, a condição das mulheres era vista como um problema "brando" - notável, mas à margem. Inicialmente nós mesmos refletimos essa visão em nosso trabalho como jornalistas. Preferíamos focar nas questões internacionais "sérias", como disputas de mercado ou proliferação de armas. Nosso despertar aconteceu na China.Após nos casarmos em 1988, mudamo-nos para Pequim para sermos correspondentes do New York Times. Sete meses depois nos vimos em torno da Praça da Paz Celestial assistindo a tropas atirar com suas armas automáticas contra protestantes pró-democracia. O massacre custou entre 400 e 800 vidas e trespassou o planeta; imagens dolorosas dos assassinatos apareciam constantemente na primeira página dos jornais e nas televisões.Já no ano seguinte nos defrontamos com um obscuro mas meticuloso estudo demográfico que descrevia uma violação dos direitos humanos que tinha levado mais de dezenas de milhares de vidas. Esse estudo descobriu que 39 mil bebês do sexo feminino morriam anualmente na China porque seus pais não proporcionavam a elas o mesmo atendimento médico e atenção que os meninos recebiam — e isso levando em conta apenas o primeiro ano de vida.&lt;br /&gt;Como resultado, morriam tantos bebês do sexo feminino desnecessariamente a cada semana na China quanto morriam os que protestavam na Praça da Paz Celestial. Essas garotas chinesas nunca receberam um centímetro de cobertura na imprensa, e nós começamos a pensar se nossas prioridades jornalísticas não estavam distorcidas.Um padrão similar emergia em outros países. Na Índia, uma noiva é incendiada a aproximadamente cada duas horas, para punir uma mulher por oferecer um dote inadequado ou para que o homem possa se casar de novo — mas isso raramente vira notícia. Quando um proeminente dissidente é preso na China, nós damos artigo de página inteira; quando 100 mil garotas são raptadas e traficadas para bordeis, nós sequer consideramos isso notícia.Amartya Sen, o irrequieto economista premiado com o Nobel, desenvolveu uma escala de desigualdade entre os sexos que é uma impressionante lembrança da dimensão da tragédia das noivas queimadas: “Mais do que 100 milhões de mulheres estão desaparecidas”, escreveu Sen em um ensaio clássico em 1990 no The New York Review of Books, delineando um novo campo de pesquisas.&lt;br /&gt;Sen notou que, em circunstâncias normais, mulheres vivem mais do que homens, e assim há mais mulheres do que homens em boa parte do mundo. Já em lugares onde mulheres têm um status profundamente desigual, elas eventualmente desaparecem. A China tem 107 homens para cada 100 mulheres em sua população total (e uma desproporção ainda maior entre recém-nascidos), e a Índia tem 108. A importância da proporção entre sexos, Sen descobriu mais tarde, é que cerca de 107 milhões de mulheres estão desaparecidas no mundo hoje. Estudos que se seguiram calcularam um número levemente diferente, resultando em projeções figurativas entre 60 milhões e 107 milhões.Muitas garotas desaparecem em parte por não terem acesso ao mesmo tratamento médico e alimentação que os meninos. Na Índia, por exemplo, elas têm menos probabilidade de ser vacinadas do que garotos e só são levadas ao hospital quando estão doentes. Como resultado, no país as meninas entre 1 a 5 anos de idade têm 50% mais probabilidade de morrer do que os meninos da mesma idade. Além disso, máquinas de ultra-som permitem às mulheres grávidas descobrir o sexo do seu bebê - e abortá-lo se for menina.As estatísticas globais sobre abuso de mulheres estão crescendo. Isso sugere que mais meninas e mulheres estão desaparecendo agora no planeta, precisamente porque elas são do sexo feminino, em comparação com o número de homens que foram mortos nos campos de batalha de todas as guerras do século XX. O número de vítimas desse rotineiro "femicídio" excede em muito o número de pessoas assassinadas em todos os genocídios do século passado.Para as mulheres que sobrevivem, o tratamento é, às vezes, chocantemente brutal. Se você está lendo este artigo, a frase "discriminação de gênero" pode conjurar pensamentos relativos a salários desiguais, equipes esportivas financiadas de forma precária ou ser tocada de forma indesejada pelo chefe. Nos países em desenvolvimento, milhões de mulheres e garotas estão, na verdade, escravizadas.&lt;br /&gt;Embora seja difícil precisar o número com exatidão, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), uma agência da ONU, estima que a qualquer hora do dia há 12,3 milhões de pessoas atadas a trabalhos forçados de diversos tipos, incluindo servidão sexual. Só na Ásia, há cerca de um milhão de crianças trabalhando no comércio de sexo e mantidas sob condições indistinguíveis da escravidão, de acordo com um relatório da ONU.&lt;br /&gt;Meninas e mulheres são trancafiadas em bordéis e espancadas se ousarem resistir, alimentadas apenas com o suficiente para as manter vivas e muitas vezes sedadas com drogas – para as pacificar e, com frequência, deixá-las viciadas. A Índia provavelmente tem mais escravos modernos do que qualquer outro país.Outra carga brutal para as mulheres nos países pobres é a mortalidade maternal, com uma mulher morrendo em trabalho de parto a cada minuto. No Niger, país da África Ocidental, uma mulher tem uma chance em sete de morrer dando à luz em algum momento de sua vida. (Essas estatísticas são algo duvidosas, porque mortalidade maternal não é considerada suficientemente significativa para requerer coleta cuidadosa de dados.)&lt;br /&gt;Apesar do tímido crescimento indiano, uma mulher ainda tem uma chance em 70 de morrer durante trabalho de parto. Em contraste, o mesmo risco nos EUA é de 1 em 4.800; na Irlanda, de 1 em 47.600. A razão para a discrepância não é que não saibamos como salvar a vida das mulheres nos países pobres. E sim que as mulheres pobres e analfabetas da África e da Ásia nunca foram prioridade em seus próprios países ou para as nações doadoras.Abbas Be, uma bela adolescente na cidade indiana de Hyderabad, tem pele cor de chocolate, cabelos negros e dentes tão brancos que resplandescem — além de um adorável sorriso, que a tornava ainda mais comercializável.O dinheiro era curto em sua família, e por isso quando tinha por volta de 14 anos ela conseguiu um emprego como doméstica na capital, Nova Delhi. Ao invés disso, ela foi trancafiada em uma casa de prostituição, apanhou com um taco de cricket, foi estuprada por uma gangue e foi avisada que teria que dar conta dos clientes. Três dias após sua chegada, Abbas e todas as outras 70 garotas no prostíbulo foram forçadas a se reunirem em torno de uma adolescente e de seus cafetões, enquanto estes davam-lhes um exemplo do que acontece quando uma delas resiste a um cliente. A garota problemática foi despida, imobilizada, humilhada e ridicularizada, antes de apanhar brutalmente e em seguida ser esfaqueada no estômago, até que morreu por hemorragia na frente de Abbas e das outras.Abbas nunca recebeu pagamento pelo seu trabalho. Qualquer sinal de insatisfação a levava a apanhar ou pior; em duas outras ocasiões ela assistiu ao assassinato de mulheres que afrontaram os seus gerentes. Por fim, Abbas foi libertada pela polícia e voltou para Hyderabad. Ela encontrou uma casa em um abrigo gerenciado por Prajwala, uma organização que aceita garotas resgatadas de prostíbulos e as ensina novas habilidades.&lt;br /&gt;Abbas está obtendo uma educação e aprendeu a ser encadernadora; ela também serve de conselheira para outras garotas sobre como evitar que sejam vítimas de tráfico. Como encadernadora treinada, Abbas consegue ganhar um salário digno e agora ajuda a irmã mais nova a frequentar a escola também. Com educação, elas estarão muito menos vulneráveis ao tráfico. Abbas passou de escrava a produtora, contribuindo para o desenvolvimento econômico da Índia e ajudando a sustentar sua família.Talvez a lição deixada por Abbas e Saima seja a mesma: em muitos países pobres, o maior recurso inexplorado não são os campos de petróleo ou minas de ouro; são as mulheres e garotas que não são educadas e nunca vão ter uma presença na economia formal. Com educação e ajuda para começar negócios, mulheres pobres podem ganhar dinheiro e ajudar seus países e suas famílias. Elas talvez também representem a maior esperança para combater a pobreza global.No leste asiático, conforme observamos durante nossos anos de cobertura regional, as mulheres já se beneficiaram com as profundas mudanças sociais. Em países como Coréia do Sul, Malásia, China e Tailândia, meninas que vivem nas áreas rurais e contribuíram anteriormente de maneira insignificante para a economia nacional já frequentaram a escola e receberam uma educação formal, o que lhes dá autonomia para se mudarem para a cidade e buscar trabalho nas fábricas. Isso aumentou bastante a força de trabalho formal e também causou um dividendo demográfico no país quando as mulheres decidiram esperar para ter filhos. Na década de 1990, de acordo com as nossas estimativas, cerca de 80% dos funcionários nas linhas de montagem no litoral chinês eram mulheres e a proporção no cinturão de produção do leste asiático era de pelo menos 70%.A jornada de trabalho era longa e as condições eram péssimas, assim como nas fábricas precárias de trabalho escravizante abertas durante a Revolução Industrial no Ocidente. Porém, as camponesas estavam ganhando dinheiro, ajudando a sustentar os parentes na cidade natal e, às vezes, tornavam-se até a principal fonte de renda dentro de casa. Elas adquiriram novas habilidades que elevaram seu status social. Os ocidentais vêem essas fábricas precárias e pensam na exploração dos operários e muitas dessas fábricas realmente são tão ruins como dizem os críticos.&lt;br /&gt;Mesmo assim, nos países pobres há quem diga que a única coisa pior do que ser explorado em uma fábrica precária é não ser explorado em uma fábrica precária. O trabalho mal pago no ramo de produção beneficiou mulheres em países como a China porque essas atividades não exigiam muita força e a flexibilidade física acabou lhes dando uma vantagem sobre os homens, diferentemente do que ocorre no trabalho agrícola, na construção ou em outras atividades mais pesadas tipicamente disponíveis em países pobres.&lt;br /&gt;Pode parecer estranho, mas essas fábricas precárias na Ásia ajudaram a conferir autonomia às mulheres. Há cem anos, muitas mulheres na China ainda tinham os pés amarrados. Hoje, apesar de a discriminação, a desigualdade e o assédio persistirem, a cultura se transformou. Nas cidades grandes, vimos que o homem chinês geralmente se encarrega de mais tarefas do lar do que um estadunidense típico. E os pais no meio urbano geralmente ficam contentes e até preferem ter apenas uma filha mulher, que são melhores na hora de cuidar dos pais idosos do que os filhos homens.Por que organizações de microcrédito geralmente focam sua assistência nas mulheres? E por que todos se beneficiam quando as mulheres se integram à força de trabalho e trazem contracheques para casa com regularidade? Uma razão envolve um pequeno segredo sujo da pobreza global: parte do sofrimento dos mais pobres é causado não apenas pela baixa renda, mas também pelo mal-uso do dinheiro pelos pobres – especialmente pelos homens. Com uma frequência surpreendente, cruzamos com uma mãe de luto por ter acabado de perder um filho por malária, ou por falta de um mosquiteiro de US$ 5,00; a mãe diz que a família não tinha condições de comprar um mosquiteiro, mas depois encontramos o pai em um bar perto dali. Ele vai ao bar 3 vezes por semana, gastando US$ 5,00 por semana.Nossas entrevistas e levantamentos de dados disponíveis sugerem que as famílias mais pobres no mundo gastam, aproximadamente, 10 vezes mais (20% de sua renda, em média) em uma combinação de álcool, prostituição, doces, refrigerantes e banquetes extravagantes do que em gastos com educação para seus filhos (2%). Se as famílias pobres podem gastar em educação tanto quanto gastam em bebidas e prostituição, haveria uma mudança nas perspectivas dos países pobres. Meninas que têm de ficar em casa e deixam de ir às escolas seriam as principais beneficiadas.&lt;br /&gt;Além disso, uma maneira de realocar os gastos das famílias dessa forma seria colocar mais recursos nas mãos das mulheres. Uma série de estudos revelou que quando mulheres possuem bens ou recebem recursos, há uma maior probabilidade de que o dinheiro da família seja gasto em alimentação, medicamentos ou habitação e, consequentemente, de que as crianças sejam mais saudáveis.Na Costa do Marfim, um projeto de pesquisa examinou as diferentes plantações que homens e mulheres cultivam para seu próprio proveito: homens plantam café, cacau e abacaxi, e mulheres plantam banana-da-terra, bananas, cocos e verduras. Em alguns anos as "plantações dos homens" têm boa colheita e eles tiram a sorte grande, e em outros anos são as mulheres que prosperam.&lt;br /&gt;O dinheiro é de certo modo compartilhado. Mas, ainda assim, a economista Esther Duflo, do Massachusets Institute of Technology (M.I.T.), descobriu que quando as "colheitas dos homens" dão frutos, a família gasta mais dinheiro com tabaco e álcool; quando as mulheres obtêm uma boa colheita, a despesa familiar é mais dirigida à comida. “Quando as mulheres têm maior poder de comando, a saúde das crianças e a nutrição melhoram", afirma Duflo.Implicações concretas dessa pesquisa: por exemplo, os países doadores deveriam chamar a atenção dos países pobres para ajustar suas leis de modo que, quando um homem morrer, sua propriedade seja passada preferencialmente a sua viúva, e não para seus irmãos. Os governos deveriam tornar fácil para as mulheres ter propriedade e contas bancárias – 1% dos proprietários de terra do mundo são mulheres – e facilitar que as instituições de microcrédito se tornem bancos onde as mulheres possam guardar dinheiro.E claro, é justo perguntar: empoderar as mulheres é correto e bom, mas é possível fazê-lo de forma efetiva? A ajuda externa realmente funciona? William Easterly, economista da Universidade de Nova York, tem argumentando de maneira incisiva que atirar dinheiro nos países pobres tem baixo resultado. Alguns africanos, incluindo Dambisa Moyo, autora de "Dead Aid", diz a mesma coisa. Críticos apontam que não tem havido uma correlação entre o volume de recursos de ajuda destinada a países pobres e as taxas de crescimento econômico dessas nações.Nossa impressão, francamente, é que tais críticas são apenas parcialmente corretas. Ajudar as pessoas é muito mais difícil do que parece. As experiências relacionadas à ajuda muitas vezes acabam funcionando de maneira diferente à esperada ou oferecem resultados difíceis de serem replicados ou implementados em larga escala. Ainda assim, também temos visto, tanto de forma empírica quanto nas estatísticas, evidências de que algumas formas de ajuda têm sido muito efetivas. A entrega de vacinas e outros tipos de apoio na área da saúde têm reduzido o número de crianças que morrem a cada ano com menos de 5 anos: o número, que era de 20 milhões em 1960, caiu para menos 10 milhões atualmente.Em geral, ajuda parece funcionar melhor quando focada em saúde, educação e microcrédito (embora o microcrédito de alguma forma tenha sido menos bem-sucedido na África do que na Ásia). Em cada caso, crucialmente, a ajuda tem sido mais efetiva quando direcionada para mulheres e meninas; quando os especialistas em políticas fazem as contas, eles em geral descobrem que estes investimentos têm uma rede econômica de retorno. Apenas uma pequena porção de ajuda tem como alvo mulheres e garotas, mas cada vez mais doadores reconhecem que investir nelas significa obter o melhor custo-benefício.No início dos anos de 90, a ONU e o Banco Mundial começaram a proclamar o recurso potencial que meninas e mulheres representam. “Investimento na educação de meninas pode muito bem ser o investimento de mais alto retorno disponível nos países em desenvolvimento", escreveu Larry Summers quando era economista chefe do BM. Fundações e grupos privados de assistência também moveram suas engrenagens. “As mulheres são a chave para acabar com a fome na África”, declarou o Hunger Project. O Centro para Desenvolvimento Global lançou um relatório de impacto explicando "porque e como colocar mulheres no centro do desenvolvimento". A ONG CARE escolheu mulheres e meninas como as peças centrais de seus esforços anti-pobreza. Desigualdade de gêneros afeta o crescimento econômico", concluiu o fundo de investimentos Goldman Sachs num relatório de pesquisa de 2008 que enfatizava o quanto os países em desenvolvimento poderiam melhorar suas performances econômicas através da educação de meninas.Bill Gates se recorda de ter sido convidado a falar em público na Arábia Saudita e se dar conta de estar enfrentando uma audiência segregada. Quatro quintos dos ouvintes, à esquerda, eram homens. O quinto restante, à direita, era formado de mulheres, todas cobertas com xador* e véus negros. A divisão separou os dois grupos. Próximo ao final da apresentação, durante a sessão de perguntas e respostas, um espectador observou que a Arábia Saudita tinha como objetivo ser um dos 10 países líderes em tecnologia até 2010 e perguntou se a meta era realista. “Bem, como vocês não utilizaram metade do talento do pais", disse Gates, "não conseguirão sequer chegar perto dos top 10". O pequeno grupo à direita irrompeu em ovação acalorada.Os gestores de políticas públicas também entenderam o recado. O presidente Obama nomeou um novo Conselho da Casa Branca sobre Mulheres e Meninas. Talvez ele tenha sido doutrinado por sua mãe, que foi uma das primeiras a usar os microcréditos para mulheres quando trabalhava para lutar contra pobreza na Indonésia. A secretária de Estado Hillary Rodham Clinton é integrante do Conselho da Casa Branca e elegeu uma ativista talentosa, Melanne Verveer, para dirigir o novo Escritório do Departamento de Estado de Assuntos Globais sobre a Mulher. Em Capitol Hill, o Comitê do Senado de Relações Internacionais colocou a senadora Barbara Boxer como a responsável pelo novo sub-comitê que lida com assuntos relacionados à mulher.Outra razão para educar e dar poder às mulheres é que o maior envolvimento feminino na sociedade e na economia parece minar o extremismo e o terrorismo. É sabido de longa data que um fator de risco para turbulências e violência é a proporção de jovens na população do país. Agora está emergindo que a dominação masculina na sociedade também é um fator de risco; as razões ainda não foram completamente entendidas, mas pode ser que quando as mulheres são marginalizadas a nação tende a adotar a cultura movida a testosterona de um campo militar ou vestiário masculino.&lt;br /&gt;Isso é parte dos motivos pelos quais o Estado-Maior das Forças Armadas e especialistas internacionais em segurança esforçam-se para encontrar um modo de aumentar a educação das garotas em países como o Afeganistão – e generais tem tido encontros com Greg Mortenson, que escreveu sobre construir escolas para mulheres em seu best-seller "Three Cups of Tea" [Três Xícaras de Chá]. Na verdade, alguns estudiosos dizem acreditar que a principal razão para os países islâmicos serem desproporcionalmente afligidos pelo terrorismo não são os ensinamentos muçulmanos sobre infiéis ou violência, mas os baixos níveis de educação e participação na força de trabalho das mulheres.Então, como seria uma agenda de combate à pobreza a partir do apoio às mulheres? Você pode começar com a educação das meninas – o que não significa apenas a construção de escolas. Existem outros meios inovadores a nossa disposição. Um estudo no Quênia, feito por Michael Kremer, economista de Harvard, analisou seis abordagens diferentes para melhorar a performance educacional, desde o provimento gratuito de livros até programas de bolsa para crianças.&lt;br /&gt;A abordagem que elevou mais a pontuação nos testes foi a que ofereceu às meninas, cuja pontuação nos testes da sexta-série estava entre as 15% maiores da classe, uma bolsa de 19 dólares para a sétima e oitava série (e a honra de reconhecimento em uma assembléia). Meninos também se saíram melhor, aparentemente porque eles eram pressionados pelas meninas ou porque não queriam passar pelo constrangimento de serem deixados para trás.Outro estudo queniano mostrou que a doação de um novo uniforme escolar – no valor de seis dólares – a cada 18 meses reduziu significativamente as taxas de evasão escolar e gravidez. Da mesma forma, há uma crescente evidência de que uma forma de contribuir para a manutenção das meninas na escola secundária é ajudá-las a lidar com a menstruação.&lt;br /&gt;Por medo de manchas e fluxos que possam constrangê-las, às vezes, as meninas ficam em casa durante o período menstrual e essas faltas as deixam para trás e, eventualmente, levam à evasão. Equipes de ajuda estão testando dar às garotas adolescentes africanas absorventes e também fornecer acesso a um banheiro, onde podem trocá-lo. A "Campanha para a Educação da Mulher" (Campaign for Female Education), uma organização voltada a levar mais meninas para a escola, na África, ajuda-as em seus períodos de menstruação, e um novo grupo, "Empresas de Saúde Sustentável" (Sustainable Health Enterprises) procura fazer o mesmo.E assim, se o Presidente Obama quisesse adotar uma política de ajuda externa que fosse assentada em aspectos sobre o papel das mulheres no desenvolvimento, ele faria bem em começar pela educação. Sugeriríamos um esforço de US$ 10 bilhões durante cinco anos para educar meninas ao redor do mundo.&lt;br /&gt;Essa iniciativa teria como foco a África, mas também apoiaria — e incitaria — países asiáticos como Afeganistão e Paquistão a fazer melhor. Esse plano também repercutiria como uma política demográfica, uma vez que reduziria significativamente os índices de natalidade — ajudando, desta forma, países pobres a superar obstáculos demográficos ao crescimento econômico.Mas o presidente Obama pode considerar duas diferentes propostas. Nós recomendaríamos que os Estados Unidos patrocinassem uma campanha global para eliminar a deficiência de iodo ao redor do globo, ajudando os países a promover a iodização do sal. Cerca de um terço das residências dos países em desenvolvimento não conseguem ter iodo suficiente, e o resultado é muitas vezes má-formação cerebral nos estágios fetais.&lt;br /&gt;Por razões ainda não esclarecidas, isso afeta particularmente fetos do sexo feminino e em geral significa perda de 10 a 15 pontos nos testes de Q.I.. Uma pesquisa desenvolvida por Erica Field, em Harvard, descobriu que as filhas de mulheres às quais foi dado iodo tiveram desempenho consideravelmente melhor na escola. Outra pesquisa sugere que os benefícios advindos da iodização do sal valem nove vezes seu custo. Nós também recomendaríamos que os Estados Unidos anunciassem um programa de 12 anos de duração, ao custo de 1,6 bilhão de dólares, para erradicar fístula obstétrica, um dano infligido no parto que é um dos maiores flagelos às mulheres nos países em desenvolvimento. Uma fístula obstétrica, que é um buraco criado no interior do corpo devido a dificuldades de parto, deixa a mulher incontinente, mau cheirosa, muitas vezes aleijada e rejeitada em sua vizinhança — embora os danos causados pela fístula possam ser reparados por algumas centenas de dólares.&lt;br /&gt;Dr. Lewis Wall, presidente da Worldwide Fistula Fund, e Michael Horowitz, um agitador conservador em assuntos humanitários, elaboraram o plano de 12 anos de duração — que é eminentemente prático e baseado em métodos comprovados. A evidência de que fístulas podem ser evitadas ou reparadas vem da pobre região de Somaliland, um enclave ao nordeste da Somália, onde uma extraordinária enfermeira e parteira chamada Edna Adan construiu sua própria maternidade-hospital para salvar as vidas das mulheres ao redor. Ex-primeira-dama da Somália e uma oficial da World Health Organization, Adan utilizou suas economias para construir o hospital, o qual é apoiado por um grupo de admiradores nos Estados Unidos que chamam a si mesmos de Amigos do Hospital Maternidade Edna.Não obstante todas as preocupações legítimas sobre quão bem a ajuda humanitária é empregada, investimentos em educação, iodização do sal de cozinha e auxílio-maternidade têm confirmado um histórico de sucesso. E as somas são modestas: todos os três componentes de nosso plano juntos correspondem aproximadamente ao que os EUA têm enviado ao Paquistão desde o 11 de setembro — um montante que praticamente não se concretizou em nada válido, seja para os paquistaneses ou para os estadunidenses.Um dos vários grupos de ajuda humanitária, que por razões pragmáticas se concentram em assuntos femininos, é Heifer International, uma instituição de caridade com sede no Arkansas que existe há décadas. Essa organização dá vacas, cabras e galinhas para fazendeiras em países pobres. Ao assumir a presidência de Heifer em 1992, a ativista Jo Luck viajou à África, onde um dia se viu sentada no chão com um grupo de mulheres em um vilarejo do Zimbabwe. Uma delas era Tererai Trent.Tererai é uma mulher de rosto comprido, com maçãs do rosto proeminentes e pele morena clara; ela tem a testa alta e tranças nagô apertadas. Como muitas mulheres mundo afora, ela não sabe quando nasceu e não tem documentos como certidão de nascimento. Quando criança, Tererai não obteve educação formal, em parte por ser menina e porque esperava-se que ela assumisse o trabalho doméstico.&lt;br /&gt;Ela colocava o gado para pastar e cuidava dos irmãos mais novos. O pai dizia "vamos mandar seus irmãos para a escola porque eles serão os chefes da família". Tinashe, irmão de Tererai, foi obrigado a ir para a escola, onde era um aluno indiferente. Tererai implorou permissão para ir também, mas não a obteve. Tinashe trazia seus livros todas as noites, e Tererai se debruçava sobre eles, aprendendo sozinha a ler e a escrever. Pouco depois ela estava fazendo o dever de casa para o irmão.A professora ficou intrigada, pois Tinashe não era um bom aluno em classe, mas sempre entregava as tarefas feitas em casa simplesmente impecáveis. Finalmente, a professora percebeu que a letra da lição de casa era diferente daquela nas tarefas feitas em sala de aula e encostou Tinashe contra a parede até que ele confessou a verdade. Foi então que a professora procurou o pai, disse que Tererai era uma estudante prodígio e implorou para que ele a deixasse frequentar a escola. Depois de muito convencimento, o pai permitiu que Tererai fosse à escola durante alguns tempo, mas a entregou ao casamento quando ela tinha cerca de 11 anos de idade.O marido de Tererai a impediu de frequentar à escola, ficava irritado por ela saber ler e a espancava sempre que ela tentava praticar a leitura lendo um jornal velho. Na verdade, ele também a espancava por vários outros motivos. Ela odiava seu casamento, mas não havia escapatória. "Se você é mulher e não tem instrução, o que mais se pode fazer?", ela pergunta.Ainda assim, quando Jo Luck veio falar com Tererai e outras jovens do vilarejo, ela insistiu que as coisas não precisavam ser dessa forma. Ela continuou dizendo que elas poderiam alcançar seus objetivos, repetindo constantemente a palavra “realizável”. As mulheres notaram a repetição e pediram para a intérprete para explicar o significado de “realizável”. Isso deu a Luck a chance de dar um empurrãozinho. “Quais são suas expectativas?” perguntou ela ao grupo de mulheres, por meio de um intérprete. Tererai e as outras ficaram intrigadas com a pergunta, porque elas não tinham expectativa alguma. Mas Luck as motivou a pensaram em seus sonhos, e, com relutância, elas começaram a pensar no que queriam.Tererai timidamente falou sobre suas esperanças de ser educada. Luck reagiu rapidamente, e disse que seria possível chegar lá e a aconselhou a escrever suas metas e segui-las meticulosamente. Depois que Luck e sua comitiva se foram, Tererai começou a estudar por conta própria, escondida do marido, enquanto criava seus cinco filhos. Meticulosamente, com a ajuda de amigas, ela escreveu seus objetivos em um pedaço de papel: “Um dia irei aos Estados Unidos”, ela começou, essa é a Meta 1.&lt;br /&gt;Ela acrescentou que conseguiria um diploma escolar, um mestrado e um doutorado — todos sonhos incrivelmente absurdos para uma pastora de gado casada do Zimbabwe que tinha menos de um ano de formação escolar. Mas Tererai pegou o pedaço de papel e o enrolou em três camadas de plástico para protegê-lo e em seguida o colocou em uma lata velha. Ela enterrou a lata sob uma rocha no pasto para onde levava seu gado.Em seguida Tererai começou a tomar aulas por correspondência e a economizar dinheiro. Sua auto-confiança aumentou a medida que ela se saia de forma brilhante em seus estudos, e se tornava líder comunitária de Heifer. Ela surpreendia a todos com seu excelente trabalho escolar, e os trabalhadores humanitários de Heifer a motivaram a pensar em estudar nos Estados Unidos. Um dia em 1998, ela recebeu um aviso que tinha sido aceita na Universidade Estadual do Oklahoma.Alguns de seus vizinhos achavam que uma mulher deveria se concentrar na educação de seus filhos, não na sua própria. “Não posso falar da educação de meus filhos se eu mesma não tiver educação”, era a resposta de Tererai. “Se eu educar a mim mesma, eu posso então educar meus filhos”. E assim ela embarcou em um avião e voou para os EUA.No estado de Oklahoma, Tererai usou todo o crédito que tinha e trabalhava à noite para ganhar dinheiro. Ela graduou-se, trouxe seus cinco filhos para os EUA e começou um mestrado, e então voltou ao seu vilarejo. Ela desenterrou sua lata guardada sob uma pedra onde havia escrito suas metas. Marcou aquelas que já tinha alcançado e enterrou a lata novamente.No Arkansas, ela conseguiu um emprego trabalhando para Heifer — ao mesmo tempo em que cursava o mestrado. Ao concluí-lo, Tererai voltou novamente para o seu vilarejo. Depois de abraçar a sua mãe e irmã, ela desenterrou sua latinha e verificou a próxima meta. Agora cursa um doutorado na Western Michigan University.Tererai já terminou as disciplinas do curso e está finalizando uma tese sobre programas de combate a AIDS entre os pobres da África. Ela se tornará uma pessoa economicamente produtiva para o continente e uma figura importante na batalha contra a AIDS. E quando completar o doutorado, Tererai voltará à vila e, depois de abraçar seus entes queridos, sairá para o campo e desenterrará sua lata de novo.Existem muitas metáforas para o papel exercido pela assistência internacional. De nossa parte, gostamos de pensar na ajuda como uma espécie de lubrificante, umas poucas gotas de óleo na caixa de marchas do mundo em desenvolvimento, de modo a que as engrenagens possam se mover livremente e por conta própria. Isso é no que a assistência para Tererai resultou: numa pequena ajuda onde e quando ela conta mais, o que muitas vezes significa focá-la em mulheres como ela. E agora Tererai se move suave e livremente por conta própria — verdadeiramente apta a sustentar metade do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicholas D. Kristof é editorialista do New York Times e Sheryl WuDunn foi correspondente do Times e trabalha na área de finanças e em filantropia. Esse ensaio é uma adaptação de seu livro Half the Sky: Turning Oppression Into Opportunity for Women Worldwide [Metade do Céu: Transformando Opressão em Oportunidades para Mulheres ao Redor do Mundo], que será lançado no mês que vem por Alfred A. Knopf. Você pode saber mais sobre Half the Sky no site http://nytimes.com/ontheground.*no original: cloaks. Xador é uma veste feminina que cobre o corpo todo com a exceção dos olhos, usada em vários países muçulmanos como Irã e Arábia Saudita&lt;br /&gt;Nota do Viomundo: Esse texto antecipa o lançamento de um livro sobre o assunto, de nome Half the Sky: Turning Oppression Into Opportunity for Women Worldwide, que acontece em setembro nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/traducao-coletiva-para-dilma-marina-e-heloisa-lerem-em-casa/"&gt;http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/traducao-coletiva-para-dilma-marina-e-heloisa-lerem-em-casa/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-4300827615656992134?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/4300827615656992134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/cruzada-das-mulheres.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4300827615656992134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/4300827615656992134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/cruzada-das-mulheres.html' title='A cruzada das mulheres'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQU-Ja02OI/AAAAAAAAAAc/9LtwoAR3ir4/s72-c/os-amantes-magritte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-9108835707472968218</id><published>2009-08-23T09:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T13:26:53.847-07:00</updated><title type='text'>Informações Plurais 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQbAUzC78I/AAAAAAAAABM/AfQFIKHbeK4/s1600-h/racismo-benetton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378453547383975874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQbAUzC78I/AAAAAAAAABM/AfQFIKHbeK4/s200/racismo-benetton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Racismo terceirizado&lt;br /&gt;Um grupo de manifestantes realizou ontem, dia 22 de agosto, um protesto contra o Carrefour em Osasco, Grande São Paulo. O ato foi uma resposta à violência cometida pela equipe de segurança – ou insegurança – que agrediu fisicamente o técnico de segurança Januário Alves Santana, confundido com um bandido. Isso porque, Januário estava encostado em seu Ecosport no estacionamento. De acordo com o hipermercado, a barbaridade foi praticada não por seus funcionários, mas sim por uma empresa terceirizada. De outro modo, será que com essa informação querem dizer que não são responsáveis pelo ocorrido? Aliás, este não é o primeiro caso envolvendo a empresa. No último dia 6, um pedreiro foi morto por seguranças, de propriedade da rede, acusado de furtar produtos no valor de R$ 26. Sem comentário. Quanto ao grupo de manifestantes, o Carrefour diz que “respeita as manifestações pacíficas e democráticas, desde que sejam preservados a segurança, integridade e bem-estar de seus clientes e funcionários”. O que essa declaração quer dizer? Pois Januário também estava pacificamente com a família fazendo compras, no entanto foi agredido. Será que o Carrefour não considera os manifestantes como clientes? Ou, pior que isso, continuará afirmando que a violência foi cometida por uma empresa terceirizada, dessa vez, e não por ele? Não cabe a essa rede de supermercados apenas dizer que respeita manifestações pacíficas, já que sabemos, pelos dois casos ocorridos num mês, que isso é estranho. Penso que está na hora de ativar a memória de Luther King quando organizou um boicote aos ônibus de Montgomery, nos EUA, para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Vale lembrar que está em vigorar há 20 anos, a Lei 7.719/1989 que classifica o racismo como crime inafiançável, punível com prisão de até cinco anos e multa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-9108835707472968218?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/9108835707472968218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/informacoes-plurais-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/9108835707472968218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/9108835707472968218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/informacoes-plurais-2.html' title='Informações Plurais 3'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQbAUzC78I/AAAAAAAAABM/AfQFIKHbeK4/s72-c/racismo-benetton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-3405894783169006429</id><published>2009-08-23T08:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T09:02:31.957-07:00</updated><title type='text'>As cidades visíveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQUOwGb0KI/AAAAAAAAAAU/EDpMSTXpCqA/s1600-h/Cidades+invis%C3%ADveis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378446098649829538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQUOwGb0KI/AAAAAAAAAAU/EDpMSTXpCqA/s320/Cidades+invis%C3%ADveis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;As cidades delgadas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Se quiserem acreditar, ótimo. Agora contarei como é feita Otávia, cidade-teia-de-aranha. Existe um precipício no meio de duas montanhas escarpadas: a cidade fica no vazio, ligada aos dois cumes por fios e correntes e passarelas. Caminha-se em trilhos de madeira, atentando para não enfiar o pé nos intervalos, ou agarra-se aos fios de cânhamo. Abaixo não há nada por centenas e centenas de metros: passam algumas nuvens; mais abaixo, entrevê-se o fundo do desfiladeiro.&lt;br /&gt;Essa é a base da cidade: uma rede que serve de passagem e sustentáculo. Todo o resto, em vez de se elevar, está pendurado para baixo: escadas de corda, redes, casas em forma de saco, varais, terraços com forma de navetas, odres de água, bocós de gás, assadeiras, cestos pendurados com barbantes, monta-cargas, chuveiros, trapézios e anéis para jogos, teleféricos, lampadários, vasos com plantas de folhagem pendente.&lt;br /&gt;Suspensa sobre o abismo, a vida dos habitantes de Otávia é menos incerta que a de outras cidades. Sabem que a rede não resistirá mais que isso.&lt;br /&gt;Ítalo Calvino, As cidades invisíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Cidades Invisíveis, literatura surrealista, é uma obra estruturada em mini-contos que apresentam fragmentos de conversas entre Marco Polo e Kublai Kan. Pode-se dizer que o objetivo de Calvino é mostrar um retrato de cidades fascinantes, e fantásticas, perdidas num suspenso espaço-temporal onde os bazares e as rotas de caravanas se cruzam com problemas de tráfego e arranha-céus, cada uma com uma característica que a marca e distingue. Algo parecido com o que temos hoje? O que será que Calvino nos contaria de “Sampaula”? Poeticamente, Calvino nos diria mais, que muitos hoje são destituídos de lirismo, porém, vestidos de responsabilidade social. Nossos problemas mais agudos, disfarçadamente comensais, como poluição do ar, excesso de veículos, enchentes, crescimento desordenados, favelas em áreas de risco e milhões de outros mais esquecidos de “Sampaula” seriam assim expostos com clareza genuína difícil de ser ver hoje em dia. Essas &lt;em&gt;cidades&lt;/em&gt; INsustentáveis, e &lt;em&gt;visíveis&lt;/em&gt;, longe das páginas poéticas, sobrevivem talvez à espera de indivíduos e grupos responsáveis que apareçam para alertar seus habitantes de que a pesada rede cinzenta de pó e sujeira em que vivem não é o único caminho para a vida também surreal que levam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-3405894783169006429?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/3405894783169006429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/as-cidades-visiveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3405894783169006429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3405894783169006429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/as-cidades-visiveis.html' title='As cidades visíveis'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQUOwGb0KI/AAAAAAAAAAU/EDpMSTXpCqA/s72-c/Cidades+invis%C3%ADveis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-7858691545330454887</id><published>2009-08-12T15:29:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T13:21:25.314-07:00</updated><title type='text'>Informações Plurais 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQZZ8x3OtI/AAAAAAAAAA8/rkSqeMh4EbI/s1600-h/Tiradentes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378451788589906642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQZZ8x3OtI/AAAAAAAAAA8/rkSqeMh4EbI/s320/Tiradentes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tiradentes esquartejado, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Século XIX, Pedro Américo&lt;br /&gt;Patriotismo&lt;br /&gt;Alguém disse outro dia, na mídia, que o que falta aos brasileiros é patriotismo. Que brasileiro não ama o Brasil ou ainda que não luta pelo País; não briga e é muito passivo. Mas se formos revirar a história, veremos que não é bem assim. Já andamos atrapalhando bastante o trânsito, mesmo quando eram apenas as charretes....E as tantas revoltas ocorridas desde a época colonial, passando pelo Império e chegando à República? Desde o século XVI podemos apontar vários momentos de resistência indígena, de levantes e guerras contra o estrangeiro europeu invasor. Foram tantas guerras, revoltas, levantes ou revoluções, como muitos apontam, que perdemos de vista o número de mortes. Revolução Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana, Guerra dos Mascates, Guerra de Canudos, Guerra do Contestado, Revolução Constitucionalista, Coluna Prestes e tantas outras menos famosas, talvez mais sangrentas. Penso que o que falta ao brasileiro não é patriotismo, falta mais é respeito do Estado à Sociedade, ao povo brasileiro. Como amar um país que, só pra falar com clichês, depreda a Amazônia; polui seus rios e nascentes; permite que milhões passem diariamente pelo vexame que é sentir fome; deixa centenas morarem nas ruas; oferece um ensino público com professores mal pagos, em prédios sucateados; promove uma verdadeira guerra civil com centenas de assassinatos diários; usa e abusa do dinheiro público – patrimonialisticamente; não investe como devia em transporte público; cobra as maiores taxas de juros do mundo; tem uma rede hospitalar de péssima qualidade etc. O que falta não é amar mais ou menos o Brasil. Isso os brasileiros sabem como fazer. O que falta, de verdade, é criar mecanismos de punição aos que não respeitam de fato o Brasil e empurram, pra nós, cidadãos, a responsabilidade quando não a culpa, pelos erros, ladroagens e safadezas que os donos do poder – político, econômico, midiático – cometem. Isso sim é falta de patriotismo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-7858691545330454887?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/7858691545330454887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/informes-plurais-2-patriotismo-alguem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7858691545330454887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/7858691545330454887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/informes-plurais-2-patriotismo-alguem.html' title='Informações Plurais 2'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQZZ8x3OtI/AAAAAAAAAA8/rkSqeMh4EbI/s72-c/Tiradentes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-5153340853364490675</id><published>2009-08-11T07:41:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T13:16:03.708-07:00</updated><title type='text'>Informações Plurais 1</title><content type='html'>Arcimboldo&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQYMzMen_I/AAAAAAAAAAs/gJRP21xWo9g/s1600-h/arcimboldo_th.jpg"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378450463167258610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQYMzMen_I/AAAAAAAAAAs/gJRP21xWo9g/s200/arcimboldo_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;,&lt;/span&gt;"The market gardener", 1590 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Produtos orgânicos: bom para o ambiente e talvez para a saúde”?&lt;br /&gt;Soou estranho, para os desavisados, quando um estudo publicado por pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), no Journal of Clinical Nutrition, dos Estados Unidos, afirmou que os produtos orgânicos não são mais saudáveis do que os comuns. Tal estudo vai além e diz que sua contribuição nutricional é muito semelhante. Atualmente, afirma o pesquisador Alan Dangur, responsável pelo estudo, “não há prova alguma que justifique que os produtos orgânicos são melhores do que os normais, levando-se em conta a sua contribuição nutricional.”&lt;br /&gt;A questão que se coloca, e o difundido estudo não apontou, é que os alimentos produzidos com pesticidas, sim essa é a expressão, e que consumimos diariamente, contém resíduos químicos resultantes do cultivo com agrotóxicos, tanto resíduos do princípio ativo aplicado, como metabólicos ou outras moléculas resultantes da degradação ou conversão.&lt;br /&gt;Quanto ao uso de agrotóxicos, a Delegacia Regional do Trabalho do Piauí (Fetag-PI), só no ano de 2005, informou que quinze trabalhadores rurais morreram na região dos Cerrados Piauienses em decorrência dos agrotóxicos utilizados no plantio de soja. As mortes foram registradas no período de um ano, outras 50 pessoas apresentaram sintomas de intoxicação. A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura registra, anualmente, registra cerca de 300 mil intoxicações agudas e 5 mil óbitos de trabalhadores rurais por uso de defensivos agrícolas.&lt;br /&gt;De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Cepa de Santa Catarina, os alimentos produzidos com “incentivo” químico além de causar sérios danos à saúde humana também afetam de forma irreversível o ambiente. Em condições normais, um alimento produzido pela agricultura orgânica não contém resíduos de agrotóxicos. O mesmo não se pode assegurar no caso de alimentos produzidos com tecnologia convencional, que utiliza pesticidas e fertilizantes químicos. Em tempo, o tomate, o pimentão, a maçã, o morango, a batata e o papaia são campeões em exposição à chuva envenenada promovida pela aplicação de agrotóxicos.&lt;br /&gt;Finalmente, informa o Instituto Cepa que a produção de alimentos sem uso de tóxicos agrícolas e pecuários passou a ser alternativa sustentável e de melhoria econômica dos pequenos proprietários. Na região de Florianópolis, onde a pesquisa foi realizada, em 40 propriedades que adotaram a produção sem produtos químicos e em outras 40 que mantiveram a tecnologia tradicional, o valor agregado - valor bruto menos os gastos intermediários para realizar a produção - obtido pelos agricultores orgânicos de hortifrutigranjeiros é, em média, 25,2% superior ao obtido pelos outros agricultores, em decorrência dos preços melhor remuneradores e dos custos menores da produção orgânica. Ou seja, a produção orgânica é realmente uma alternativa, confirma o secretário executivo do Instituto Cepa, Ademar Paulo Simon. Sustentabilidade, assim, deve ser entendida também, de forma direta, como melhoria econômica dos atores envolvidos e não apenas discurso corporativo.&lt;br /&gt;Compreender temas como tratamento e utilização da terra segundo a capacidade de uso do solo, compostagem de resíduos orgânicos, destino de resíduos tóxicos, tratamento dos dejetos animais, manutenção de áreas de preservação permanente, reflorestamento com espécies nativas e exóticas, técnicas de cultivo, rotação de cultura, policultivo, consorciação entre tantos outros aspectos relacionados agricultura orgânica apesar de não fazer parte da pesquisa Britânica, faz bem à saúde, faz bem ao meio ambiente, porém talvez não faça à cadeia produtiva dos agrotóxicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-5153340853364490675?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/5153340853364490675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/produtos-organicos-bom-para-o-ambiente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5153340853364490675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/5153340853364490675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/produtos-organicos-bom-para-o-ambiente.html' title='Informações Plurais 1'/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SqQYMzMen_I/AAAAAAAAAAs/gJRP21xWo9g/s72-c/arcimboldo_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-3537335501123577590</id><published>2009-08-10T18:05:00.001-07:00</published><updated>2009-08-11T04:18:04.619-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mundo Paroquial 1 - Hilary&lt;br /&gt;Quando a boa e velha civilização, encarnada nas famosas grifes Versace, Armani ou Prada , visita o novíssimo mundo, pode-se esperar um encontro e tanto! Não foi outra coisa que aconteceu na passagem – digo, no encontro multicultural – da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em Kinshasa no Congo. Por pouco, não deixou de lado os modos civilizados. Bastou um estudante congolês perguntar "Há interferência [no país] do Banco Mundial e dos chineses [...] qual a opinião do Sr.Clinton?", referindo-se aos contratos assinados entre a China e a República Democrática do Congo, para Hilary mostrar a face pouco polida do Império que representa.&lt;br /&gt;O incidente (?) ocorreu hoje durante um evento naquele país, mas como diz o ditado, em terreiro de galinhas barata não tem razão. A Sra. Clinton, irritada com ofensa, respondeu "quer saber o que pensa meu marido? Meu marido não é secretário de Estado, eu sou. Se você pedir minha opinião, eu lhe darei. Não vou falar por ele". Ou seja, cutucaram a onça com vara curta, melhor, curtíssima!! Também não é pra menos. Devia estar exausta depois de ter mostrado todo seu charme e ritmo (?) no dia anterior na África do Sul, quando visitava um conjunto habitacional, sendo recebida com música e dança nativas. A secretária de Estado exibiu toda a simpatia estudada e aproveitou a música para ensaiar alguns passos com os dançarinos.&lt;br /&gt;No fim das contas, ficamos sem saber tanto a opinião dela quanto o pensamento do marido, pois, pega de chofre pelo estudante, não conseguiu mesmo dizer o que a civilização (?) ocidental, norte-americana europeizada pensa. Também não ficamos sabendo o que pensa a poderosa Secretária de Estado sobre a violência sexual contra homens praticada no Congo. Enfim, das duas uma: ou não quer dizer o que pensa o país que representa, ou ficou muito ofendida pela audácia do pobre estudante ao mensionar o marido que, aquelas horas, já devia ter voltado de Pyong Yang.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-3537335501123577590?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/3537335501123577590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/mundo-paroquial-1-hilary-quando-boa-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3537335501123577590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/3537335501123577590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/mundo-paroquial-1-hilary-quando-boa-e.html' title=''/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2874240273236558497.post-2417688406622230731</id><published>2009-08-09T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T17:04:13.562-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá, como vai a vida??&lt;br /&gt;Bom, esse é meu Blog. Ele é um espaço interativo de comunicação de ideias, acontecimentos, opiniões, ações, posicionamentos e tudo mais que servir pra facilitar nossa vida, nossos encontros, nos ajudar a entender melhor o mundo!!&lt;br /&gt;Aqui você vai encontrar tanto textos, dos mais variados temas, quanto fotos e videos.&lt;br /&gt;Pretendo, com esse espaço, travar contato direto e diário com alunos, ex-alunos, amigos ou outros interessados em debater temas e assuntos atuais ou não, polêmicos e inusitados.&lt;br /&gt;Para os alunos, temas debatidos em sala, links interessantes, comentários de questões etc.&lt;br /&gt;Para os amigos, quero aqui o registro das opiniões sinceras mesmo que contrárias as minhas.&lt;br /&gt;E para os interessados em geral, apresento minhas reflexões e pensamentos, tão vastos quanto imperfeitos!&lt;br /&gt;Meu objetivo é poder começar a construir pontes com todos aqueles que não aguentam mais a mesmice do desrespeito, da corrupção, do preconceito. Por que embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, já disse o pensador, qualquer um pode começar a fazer um novo fim.&lt;br /&gt;Até&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2874240273236558497-2417688406622230731?l=profronaldomathias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/feeds/2417688406622230731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/ola-como-vai-vida-bom-esse-e-meu-blog.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2417688406622230731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2874240273236558497/posts/default/2417688406622230731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profronaldomathias.blogspot.com/2009/08/ola-como-vai-vida-bom-esse-e-meu-blog.html' title=''/><author><name>Prof. Ronaldo Mathias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11426564390997559556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_-3fKKT65tys/SrbG7_rMmiI/AAAAAAAAACw/iUzwjBR9eV8/S220/teste+010.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry></feed>
